Armando Soares #17: Como salvar o Brasil

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armando-soares (1)Os políticos e as elites vêm construindo no tempo um Brasil aleijão, um quasímodo. Quasímodo, para quem não sabe é o personagem central do livro Notre-Dame de Paris, de autoria de Victor Hugo, publicado em 1831. Quasímodo nasceu com uma notável deformação física, descrita por Victor Hugo como “uma enorme verruga que cobre seu olho esquerdo” e “uma grande corcunda. A deformação do Brasil, como de Quasímodo não tem cura. Os brasileiros, os verdadeiros pais do Brasil vão ter que matar o aleijão criado por políticos bandidos, por comunistas desonestos, por ditadores demagogos e populistas, por ambientalistas mentirosos e traidores da pátria, por petistas e sindicalistas comunistas e vendilhões da pátria. É impossível administrar o “Brasil Quasímodo” com muitos problemas difíceis de ajeitar no curto prazo. Mesmo assim, o brasileiro acha que vive num país de liberdade plenas. Triste engano. É verdade que ninguém impede que se ande ou viaje para qualquer lugar, mas essa liberdade é aparente porque as ruas dos brasileiros estão tomadas por bandidos e criminosos. Entretanto, como quem garante a proteção às pessoas é o governo, então o governo, por via de consequência, é o algoz que tira a liberdade do povo de andar nas ruas e viajar.

Outro equívoco do brasileiro é pensar que vive numa democracia libertária. Na verdade, o brasileiro não passa de servo de um governo que suga quase todo o salário e a renda do brasileiro. Uma escravidão econômica por toda vida. O que causa espécie diante dessa realidade é a submissão do povo a essa escravidão. Quem está submetido à escravidão, seja ela do tipo que for, presume-se que esteja infeliz e que deve lutar com todas as suas forças para se libertar. O brasileiro, por incrível que pareça não luta preferindo continuar servo. Um fenômeno na história dos povos.

O brasileiro, no “Brasil quasímodo” nasce escravo do governo e permanece escravo até o fim de sua vida. A escravidão a que me refiro não é a escravidão a que foi submetido o negro, que sob se livrar dela com coragem e altivez, não, a escravidão a que me refiro é a escravidão econômica muito mais dolorida porque tem caráter de permanente e tira a capacidade de reagir, de sair das mãos do seu “senhor”. O senhor da vida do brasileiro é o Estado, um senhor muito mais forte e poderoso dos da senzala. O mais paradoxal dessa escravidão econômica é que ela foi construída pelos próprios brasileiros através de políticos e governantes eleitos pelos brasileiros.

Como o brasileiro pode viver com um Estado agigantado que engole toda a arrecadação de impostos para alimentar quadrilhas inteiras de políticos, funcionários públicos, juízes que passam a mão no dinheiro, em obras superfaturadas, parentes ganhando salários de marajá, dilapidando estatais? Esse Estado agigantado que concentra todo o dinheiro da arrecadação de impostos, que enfraquece os Estados e aleija a República, está longe de ser um Estado de bem-estar social, ou Estado-providência, ou Estado social que é um tipo de organização política e econômica que coloca o Estado como agente da promoção social e organizador da economia. Nesta orientação, o Estado é o agente regulamentador de toda a vida e saúde social, política e econômica do país em parceria com sindicatos e empresas privadas, em níveis diferentes de acordo com o país. Cabe ao Estado do bem-estar social, garantir serviços públicos e proteção à população. Portanto, o que temos em uso no Brasil não é sequer um Estado de bem-estar social que também não deu resultado em nenhum lugar. Contudo, se o Estado no Brasil fosse verdadeiramente do bem-estar, teríamos garantido melhor tratamento à saúde, bons serviços públicos e boa proteção à população. Como sabemos e sentimos, nenhuma dessas coisas acontecem no Brasil. O Estado foi construído e agigantado no Brasil para facilitar o roubo dos cofres públicos, para facilitar obras superfaturadas, para ajudar países comunistas decadentes e para consolidar no poder uma quadrilha de bandidos com nome de partidos políticos comunistas e populistas.

O “Brasil quasímodo” fez filhos com nome de poder judiciário, poder executivo, poder legislativo e instituições que sustentam um universo administrativo corrompido e sem nenhum compromisso com o povo brasileiro. E, como esse corpo administrativo é um aleijão, um quasímodo, nada funciona ou se funciona é para produzir imundície.

Na politica brasileira está consolidado um princípio que confirma a presença de um aleijão, ou seja, a política nada mais é do que uma ponte para o enriquecimento ilícito com o dinheiro dos cofres públicos ou através de favores. Por isso o brasileiro quando conquista um mandato não sabe o que fazer a não ser tirar proveito pessoal e fim. Não sabe e não quer saber que o mandato é um instrumento para ajudar a conduzir o Brasil para um estágio maior de desenvolvimento e não para servir a seus interesses mesquinhos. Entretanto, esse modo bandido de pensar sobre a função do mandato vem acompanhando várias gerações culminando nos nossos dias com um roubo sem precedentes na história dos povos que jogou o Brasil no buraco. Como a maneira de pensar politicamente errado é hereditária, a sugestão do caminho para salvar o Brasil através da eleição de bons políticos, não é o caminho certo. Como encontrar um bom político atualmente no Brasil, salve algumas raras exceções? O caminho certo é preparar nas escolas e universidades o futuro bom político. Acontece que as escolas e universidades no Brasil estão todas contaminadas de professores mal formados ou comprometidos com o comunismo/socialismo, o que nos leva a concluir que é preciso primeiro limpar a mente de onde se origina a transmissão do conhecimento para poder produzir um bom político. De onde se conclui que a salvação do Brasil começa no seio da família e no seio da formação de educadores. Portanto, o tempo para destruir o “Brasil quasímodo” e construir um novo Brasil sadio levará tempo, talvez duas ou três gerações. Não existe milagre e não se faz o brasileiro pensar melhor e ter consciência para construir uma grande nação num estalar de dedos. São séculos de erros e de prostituição política, e séculos de erros de doutrinação não se erradicam do dia para noite. Também uma revolução social sangrenta não é o caminho, porque, como sabemos e a história confirma, ela não cria uma nova mentalidade no curto prazo, mas deixa um rastro de sangue de inocentes. Infelizmente, o soerguimento do Brasil não tem saída no curto prazo. O brasileiro vai ter que pagar com muito sacrifício no longo prazo a sua irresponsabilidade de ter deixado políticos e elites construírem um Brasil aleijão sem nenhuma reação contundente. E não se culpe nossos antepassados já todos mortos. Nós recebemos a herança e nada fizemos. A transformação que é de longo prazo tem que ser iniciada imediatamente e conduzida por uma plêiade de homens probos.   

Armando Soares – economista

e-mail: armandoteixeirasoares@gmail.com

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