Armando Soares #2: Opções cruéis

“O rosto enganador deve ocultar o que o falso coração sabe.”

(William Shakespeare)

                O cenário atual político do Brasil mostra com fidelidade a causa principal do andar trôpego econômico e social brasileiro. Estamos diante de uma continuidade nociva, o atraso personificado; diante do aparato ambientalista-indigenista, da política ambiental antieconômica, da perda de soberania e da subserviência ao estrangeiro rico; diante da dúvida, de partidos comprometidos com proposta socialista, portanto, desprovidos de atitude necessária para combater a doença do socialismo que impregnou o Brasil. Estamos diante de líderes que não refletem esperança para os brasileiros, pois representam partidos políticos fisiológicos, sem projetos para um Brasil grande, projetos que garantam a consolidação do capitalismo liberal, da iniciativa privada e da propriedade privada, e que afaste o coletivismo, uma doença político-social que impede o desenvolvimento do país.

                 Acreditar no comunismo, no socialismo, no ambientalismo colonialista, em ONGs internacionais é o mesmo que aceitar a construção de um serpentário que contaminam as instituições, a educação e demais setores governamentais. Estamos diante da ameaça de conviver com a ideia da “democracia direta” ou plebiscitária, que implica na substituição das instituições legítimas do Estado nacional soberano – incluindo aí o sistema sindical –, hoje, profundamente fragilizadas, por uma rede de organizações não-governamentais (ONGs) e movimentos sociais, insuflados por interesses internacionais. De acordo com MSIA – Movimento de Solidariedade Ibero-Americano, o aparato oligárquico internacional, integrado por entidades privadas e governamentais de certos países do Hemisfério Norte, nas últimas décadas, tem manipulado os problemas ambientais e indígenas do Brasil, utilizando-os como instrumentos de pressão para enquadrar as políticas públicas nacionais na sua agenda hegemônica. Este aparato supranacional funciona como uma estrutura de “governo mundial”, com grande capacidade de impor parcial ou integralmente a sua agenda aos governos nacionais. O Ministério do Meio Ambiente sofre influência dessa rede oligárquica, que, desde a década de 1980, tem conseguido obstaculizar projetos de infraestrutura fundamentais para a plena integração física do território nacional, além do desenvolvimento de certas tecnologias avançadas, como a energia nuclear, a biotecnologia e outras. Ministro do Meio Ambiente já foi homenageado, pelas grandes ONGs, como o WWF [Fundo Mundial para a Natureza]. Autoridades brasileiras dão prova de inocentes úteis, o que é comum nas manobras políticas internacionais. Na outra hipótese sabem que estão sendo usados para enfraquecer a posição da nação quanto à defesa de sua prerrogativa de exercer plenamente a soberania sobre o nosso território. O meio ambiente, que os verdes fisiológicos querem preservar, não é o do Brasil para os brasileiros, mas é o do Brasil para o mundo. Quando a Família Real Inglesa e os círculos oficiais e financeiros norte-americanos cercam as nossas autoridades ambientais usam de uma astúcia velha dos colonialistas. O Ministério do Meio Ambiente (2003-2008) foi transformado no “Ministério das ONGs”, devido aos muitos representantes do movimento ambientalista nomeados para cargos de direção. O MMA se tornou um dos maiores entraves a todo tipo de empreendimentos, tanto pelo retardamento (com frequência, deliberado) das análises dos estudos de impactos ambientais pelos órgãos competentes, como pelas excessivas compensações socioambientais exigidas dos empreendimentos maiores, em uma transferência de atribuições e custos que deveriam caber aos poderes públicos. Os resultados foram equivalentes aos de uma guerra econômica contra o País, com grandes atrasos na ampliação da infraestrutura necessária às atividades produtivas. A ação do MMA produziu resultados desastrosos como a limitação do tamanho dos reservatórios das usinas hidrelétricas, que restringe drasticamente a sua capacidade de armazenamento de água nos períodos secos. Ao contrário do que se pensa geralmente, o surgimento dos movimentos ambientalista e indigenista no cenário mundial, como influentes forças políticas, nas últimas décadas, não decorreram de um processo espontâneo de conscientização de amplos setores das sociedades de todo o planeta sobre as necessidades reais de cuidados com o meio ambiente e de atenção com as comunidades indígenas. Em vez disto, ambos foram artificialmente criados por altos círculos oligárquicos anglo-americanos, desde as décadas de 1950-1960, com o propósito bem definido de empregá-los como instrumentos políticos contra o impulso de progresso que se espalhava pelos países em desenvolvimento, baseado em vigorosos programas de industrialização e expansão da infraestrutura física. Desde o início, o propósito principal do ambientalismo tem sido o de impor a falaciosa ideia da impossibilidade física de que todos os países do mundo possam desfrutar de elevados níveis de desenvolvimento e justiça social, como os experimentados pelos países industrializados, sob o pretexto da “escassez” de recursos naturais e dos impactos ambientais alegadamente inaceitáveis. Como esta ideia aberrante é contrária ao senso comum da grande maioria das pessoas, para que estas passassem a aceitá-la e integrá-la na sua visão do mundo, seria preciso apresentá-la sob uma forma disfarçada e mais “palatável”. Daí surgiu o conceito de que as expectativas de desenvolvimento dos países que ainda não modernizaram as suas economias teriam que ser cuidadosamente restringidas, para não prejudicar o meio ambiente e as possibilidades das futuras gerações. Temos, assim, um colonialismo de um novo tipo, que, reconheça-se, é bem mais eficiente que a modalidade direta tradicional, pois força os indivíduos subjugados a organizarem-se contra os interesses da sua própria sociedade, acreditando que estão contribuindo para uma causa nobre e universal.

 O “projeto Chico Mendes” foi montado para justificar o ataque da mídia internacional, e implantar o ambientalismo brasileiro com ajuda dos estadunidenses Stephan Schwartzman (EDF) e Barbara Bramble (NWF); do inglês Tony Gross (Oxfam); e da brasileira Mary Allegretti (Instituto de Estudos Amazônicos). Em fevereiro de 1989, o CEDI, a NWF e o NRDC, com recursos de órgãos oficiais do governo do Canadá, organizaram o Encontro de Altamira, para fotografar a índia caiapó Tuíra esfregando um facão no rosto do então diretor da Eletronorte, Antônio Muniz Lopes, reproduzida em todo o mundo, ou seja, a desmoralização de uma autoridade brasileira por uma índia qualquer. A partir daí a Amazônia ficou entregue aos estrangeiros. Um teatro armado com antecedência para causar impacto. O MMA agasalhou o Instituto Sociedade, População e Natureza, Greenpeace, WWF, Imaflora, Fundação Vitória Amazônica, entre outras, daí o nome “Ministério das ONGs”.

                Sem lideranças políticas a altura da reversão do cenário político-institucional, com a liberdade comprometida e de uma economia sem iniciativa privada e com a propriedade privada violentada, fica difícil, senão impossível, tirar o Brasil da sonolência e da corrupção. Diminuir o tamanho do Estado é o caminho e não o aumento de impostos. Se o governo não tem recursos, que se cobre dos ladrões e dos atuais administradores e não do povo.

Por Armando Soares

Produtor Rural , Economista, pesquisador sobre questões amazônicas. Já publicou artigos diverso sobre a economia, meio ambiente e questões amazônicas em geral.

e-mail: teixeira.soares@uol.com.br

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Rodrigo Fraoli – CEO Ruralbook / Designer / Especialista em MKT Digital para o Agronegócio.

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