Armando Soares #34: Ponto de reconstrução

O Brasil nasceu mal e continua ruim até os nossos dias. Para haver uma reconstrução do País, para que o País possa crescer é preciso que haja um ponto de partida referencial, um período referencial, determinado pela vontade da maioria do povo brasileiro. Tudo leva a crer que o País está num momento oportuno de estabelecer esse ponto de partida para sua reconstrução com o afastamento do PT do poder junto com o seu pessoal espalhado pelo corpo estatal.

O povo brasileiro mais esclarecido está se conscientizando a custa de sofrimento desnecessário. Foi preciso que o Brasil passasse pela experiência de ideias socialista e comunista, não só pelas ideias, mas por administrações socialistas e comunistas para saber que essa ideologia afunda a economia, destrói a moral e a família, gera pobreza e destrói as instituições e a segurança deixando a população a mercê dos bandidos e da corrupção. Há algum tempo o Brasil vem sendo solapado por um mundo acadêmico tendente a abraçar a causa socialista onde você pode inventar irresponsavelmente como os seres humanos são, propor soluções que você tem na cabeça, dizer como todo mundo deve agir. Isso vem sendo feito de maneira silenciosa e bandida por Paulo Freire, um comunista discípulo do pensamento de Gramsci, chamado no Brasil patrono da educação comunista. Paulo Freire como outros acadêmicos vem trabalhando sub-repticiamente para preparar o Brasil para adotar o comunismo, preparo que culminou com a subida ao poder brasileiro de Fernando Henrique Cardoso, Lula e Dilma. FHC, um socialista Fabiano não reformou a legislação trabalhista fascista, não reformou a Previdência, era simpático à política ambiental nociva ao desenvolvimento do PAÍS, era simpático às ações do aparato ambientalista-indigenista, entupiu a Amazônia e o Brasil de ONGs estrangeiras facilitando o terreno para a subida ao poder de Lula e Dilma, duas peças políticas da pior espécie que levou o Brasil para o charco, para a lama pútrida. Cabe a uma parcela considerável do povo brasileiro a ascensão desse pessoal vermelho incompetente e desonesto; foram votos conscientes e inconscientes de um povo que ainda não amadureceu para conviver com uma democracia, e por isso está sofrendo na pele o que muitos povos já sofreram, e ainda vão sofrer mais, pois terão que pagar com seu trabalho, com a sua renda todo o estrago realizado por esses mentirosos e irresponsáveis políticos.

Intelectuais também têm uma grande parcela de culpa pelo caos político, social e institucional vivenciado no País. Eles conscientemente vêm prejudicando o desenvolvimento do Brasil quando se mostram contrários a livre iniciativa e ao capitalismo, como é o caso mais recente do escritor Luiz Fernando Veríssimo criticando a extraordinária Ayn Rand com a afirmação que “faz a apologia do egoísmo criativo e endeusa empreendedores com mais audácia do que escrúpulos.” E que “Rand (…) tornou-se uma espécie de santa padroeira do neoliberalismo, proporcionando ao capitalismo desenfreado uma absolvição filosófica.” João Luiz Mauad administrador de empresas formado pela FGV-RJ, refuta Veríssimo com verdades e competência. “De fato, Rand é uma defensora empedernida do modelo capitalista de livre mercado, mas Veríssimo erra de forma bisonha – provavelmente porque nunca leu a autora que critica – ao descrever os heróis randianos como empresários com poucos escrúpulos. Nada poderia estar mais longe da verdade. Ao contrário, esses personagens, em sua totalidade, são seres cuja consciência é dotada de amplo sentido moral, além de caráter extremamente íntegro”. Explica Mauad: “Em seu mais famoso romance, “Atlas Shrugged”, Rand faz uma enérgica defesa dos valores morais do livre mercado. O capitalismo sustenta ela, é o único sistema que, reconhecendo a natureza racional do ser humano, e, portanto, a liberdade como exigência desta, se fundamenta na relação existente entre a razão, a liberdade e a sobrevivência do homem. As sociedades capitalistas só alcançaram altos níveis de prosperidade e bem estar porque nelas os homens gozam de liberdade para pensar, discernir e criar. Foi esta liberdade que permitiu ao capitalismo superar, com folga, todos os sistemas econômicos anteriores”. Vejam como as coisas se invertem quando as pessoas, mesmos as iletradas como Veríssimo sem entender do assunto opinam erroneamente sobre matéria que não domina. Esse é um exemplo de pessoas que desde a infância foram intoxicadas pela doutrina comunista ou socialista que é a mesmo porcaria.

Para reconstruir o Brasil o primeiro passo é varrer todo o lixo comunista doutrinário do ensino, reciclar os professores, reformar a legislação trabalhista para libertar o trabalhador da canga do fascismo e comunismo; reformular a previdência a exemplo do Chile, reformular a política ambiental e indigenista. Aqui cabe destaque de uma questão gravíssima para os interesses do Brasil passada batida pela mídia que é a Declaração das Nações Unidas sobre os Direitos dos Povos Indígenas. Esta Declaração espúria afirma que os povos indígenas têm o direito a dignidade e a diversidade de suas culturas, histórias e anseios sejam adequadamente refletidos na educação pública e nos meios de comunicação. • A Declaração confirma o direito dos povos indígenas de autodeterminação e reconhece o direito de subsistência e o direito a terras, territórios e recursos. • A Declaração confirma a obrigação dos Estados de fazer consultas aos povos indígenas antes de adotar e aplicar medidas legislativas e administrativas que os afetem, a fim de obter seu consentimento prévio, livre e informado. Essencialmente, a Declaração condena a discriminação contra os povos indígenas, promove a sua efetiva e plena participação em todos os assuntos relacionados a eles, bem como o direito a manter sua identidade cultural e tomar suas próprias decisões quanto às suas maneiras de viver e se desenvolver. Fernando Henrique Cardoso com toda a sua sapiência assinou essa Declaração espúria que entrega aos colonialistas modernos manipulados pelo aparato ambientalista-indigenista internacionais a metade da Amazônia e com ela recursos naturais, as riquezas minerais, madeiras e outros recursos, em resumo destrói a soberania nacional. Os Estados Unidos, Nova Zelândia, Canadá e Austrália não entraram nesse projeto de perda de soberania e foram votos contrários. A soberania brasileira foi destruída por um presidente socialista, mais uma prova da sua missão destruidora no mundo.

O Brasil mais parece um barco furado por incompetentes navegadores preste a afundar. São tantos os problemas e os erros que parece impossível resolve-los com um povo que na sua maioria não tem força, cultura e personalidade para a missão de reconstruir esse enredo de nação. Entretanto, talvez as dificuldades, o sofrimento poça despertar para um novo nascer sem a presença de ideólogos, de socialistas e comunistas, mas com lideranças que sigam o principal fundamento moral do capitalismo, que como destaca Rand, está no fato de que este é o único modelo que baseia as relações humanas em atos contratuais e voluntários, em intercâmbios de direitos de propriedade, onde os homens são livres para cooperar uns com os outros ou não, de acordo com os ditames de seus próprios interesses e mútuos benefícios, longe da falácia socialista utilizada amiúde por gente como Veríssimo como justificativa para a tirania de uma minoria, que impõe aos demais seus próprios interesses, seus gostos e suas opiniões, evitando, acima de tudo, que os indivíduos pensem por si mesmos.

Armando Soares – economista

e-mail: armandoteixeirasoares@gmail.com

 

  

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