Armando Soares #37: Por que o Brasil não cresce

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Não cresce por incompetência, por irresponsabilidade, por incultura, e porque nossos governos aceitam a armadilha de responsabilidades globais que nossos inimigos as utilizam com maestria para impossibilitar o crescimento do Brasil.

Impressiona verificar quando se estuda as causas que atrasam o desenvolvimento e crescimento do Brasil porque logo se destacam os principais culpados –  políticos e governantes. Esse proceder, essa fraqueza é bem conhecida de nossos inimigos – os países hegemônicos, o que facilita o trabalho de destruir nossa economia e nosso desenvolvimento. O brasileiro, por sua vez facilita essa destruição pela idiotice. Os inimigos do desenvolvimento do Brasil, operam num ambiente internacional onde vicejam piratas que se tornaram ricos roubando, são, portando, exímios ladrões. O ataque desses piratas na atualidade está dirigido para as questões que envolve o meio ambiente e o indigenismo, um dos flancos brasileiros mais fáceis de penetrar, que podem impactar o desenvolvimento e crescimento do Brasil. Essa fraqueza brasileira pode ser observada no trato das questões das “responsabilidades globais” do País, terreno onde as ONGs indigenistas têm utilizado com maestria seu maquiavelismo. Um exemplo característico deste modus operandi foi à reação raivosa da diretora da Survival International, Fiona Watson, a uma rara manifestação de oposição a agenda ambientalista-indigenista publicada na imprensa brasileira. Em 29 de junho de 2005, o jornal Folha de S. Paulo publicou um artigo do general reformado Carlos de Meira Mattos, no qual identifica algumas das principais organizações do aparato ambientalista-indigenista engajadas em campanhas contra o Brasil, algumas com “estreita ligação com a coroa inglesa”. Dias depois, em 4 de julho, o jornal publica uma colérica carta de Watson, na qual, depois de rebater enfaticamente a “falsa e absurda” alegação de Meira Mattos sobre os vínculos das ONGs com a monarquia britânica, se vê forçada a admitir que “alguns parentes da rainha Elisabeth” integravam seus quadros. Igualmente, admitiu que a Survival International se juntara a campanha para a demarcação das reservas ianomamis e Raposa Serra do Sol. Porém, disparou: O Brasil quer desempenhar um maior papel no mundo, com maior comércio, maior turismo e um assento permanente no Conselho de Segurança das Nações Unidas. Mas, em troca, precisa levar a sério as suas obrigações internacionais. O Brasil ratificou a Convenção 169 da Organização Internacional do Trabalho (OIT) sobre os direitos dos povos indígenas de possuir terras. (ratificação que comprova a idiotice e a canalhice do governo brasileiro)

Verifica-se pelo vômito fétido dessa pirata internacional Watson, uma prova da criminosa chantagem política que o Establishiment oligárquico anglo-americano tem aplicado ao Brasil ao longo do tempo com absoluto sucesso, para submeter o País a obedecer a um novo e mais indecente colonialismo, o que demonstra também, uma total incompetência asquerosa do governo brasileiro de reagir a esse processo de dominação alegando como justificativa a seu favor estar ao lado dos direitos humanos e em defesa da saúde da Terra, quando se sabe que direitos humanos é uma falácia e uma arma de defesa de imundícies e de imundos.

A submissão brasileira ao Establishment oligárquico anglo-americano é mais danosa aos interesses do Brasil do que se pensa, verdade que infelizmente ainda não chegou ao povo brasileiro, por envolver grandes interesses financeiros cala-boca da mídia, submissão que causa mais danos à economia e ao desenvolvimento do País do que a corrupção. Temos certeza, que a questão ambiental levado à investigação, como já deveria ter acontecido, colocaria em prisão perpétua  uma centena de maus brasileiros. Em edição de 6 de maio do mesmo ano, o jornal publicou um artigo do presidente da Funai, Mércio Pereira Gomes, no qual exultava com a decretação continua da reserva Raposa Serra do Sol, ocorrida no mês anterior, por determinação do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. No texto, Mércio afirma que o ato representava a consagração da ideia de territorialidade indígena, isto é, de que uma terra indígena não é somente o espaço de sua sobrevivência física imediata, mas um espaço culturalizado por gerações anteriores, destinado à presença permanente de um povo e de gerações subsequentes, bem como para o futuro do País. E, em tom orgulhoso fazia ver: Ao vermos um mapa do Brasil com a plotagem das terras indígenas reconhecidas, damo-nos conta do quão grandiosa é a resposta que o país está dando para os anseios dos índios. As terras indígenas compõem um conjunto de cerca de 600 terras, mais de 1 milhão de quilômetros quadrados – uma França e uma Alemanha juntas.

Esse procedimento em relação a Roraima se assemelha ao genocídio praticado pelos alemães contra o povo judeu, com a diferença de que o assassinato dos brasileiros em Roraima se dará ao longo do tempo. Indígenas e brasileiros foram despojados das terras e propriedades que ocupavam de longa data desprovidos de atividade econômicos em um estado retalhado por terras indígenas e áreas de proteção ambiental. Esse o preço que o povo brasileiro está pagando pelas responsabilidades globais, passivamente aceitas pelo governo brasileiro para atender interesses estrangeiros, um ato criminoso chancelado pelo desgastado e desacreditado Supremo Tribunal Federal. Na demarcação de terras indígenas em 1998 estava presente o então ministro da Justiça Renan Calheiros, e o presidente do Brasil era Fernando Henrique Cardoso um socialista simpático à causa indígena que proporcionou a vendeu da Amazônia aos estrangeiros via política indigenista.

Governança ambiental para quem não sabe é igual à soberania restrita o mesmo que não ter soberania. Aumentar a capacidade de governança ambiental não é outra coisa senão o esfomeado princípio de soberania restrita que facilita a intromissão de estrangeiros nos negócios que dizem respeito exclusivamente ao Brasil. Um dos muitos objetivos do aparato ambientalista-indigenista é bloquear a saída do Pacífico para o Brasil. Outro tampão para o desenvolvimento da Amazônia é o chamado MAP (Madre de Dios-Acre-Pando). A região de MAP é uma conexão crucial na Rondônia Interoceânica que conecta os portos do Atlântico no sudoeste do Brasil aos portos do Pacífico o Peru.

Governança efetiva e privatização da Amazônia são o que querem e perseguem os americanos e ingleses através de suas ações diretas e através da ONU e centenas de ONGs. Mexer com a soberania nacional, obstaculizar o desenvolvimento e o crescimento econômico, interferir nos projetos de infraestrutura e na elaboração da constituição é coisa muito grave que deveria merecer resposta pronta com advertência. Este é uma questão mais grave que o roubo e a crise em que passa o País e não há nenhuma reação contundente por parte do governo brasileiro e muito menos do STF, um guardião faz de contas da nossa soberania. O que está por trás dessa imobilidade que não vem a público? O Brasil está parecendo um prostíbulo da pior espécie que está de portas abertas para a pirataria internacional.

Armando Soares – economista

e-mail: armandoteixeirasoares@gmail.com

*Todo conteúdo da postagem é de responsabilidade de seu autor.

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