Bem-estar no manejo reprodutivo

A população mundial tem demandado por alimentos produzidos de forma saudável e com garantias de bem-estar animal. Observa-se, nos últimos anos, aumento no número de propriedade que adotam medidas nesta perspectiva, entretanto, atingem um percentual ainda muito restrito. Isto possivelmente está associado a resistência por parte de alguns produtores e técnicos tradicionalistas, pelo desconhecimento dos benefícios que as mudanças de atitude trarão à rotina de manejo com os animais.

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Além disso, do retorno financeiro que virá agregado ao produto mais seguro, nutritivo e saboroso. Deste modo, sistemas de produção que respeitam os animais, assegurando-lhes bem-estar do nascimento ao abate, tem sido reconhecidos com grande mérito.

Neste contexto, um conceito bastante utilizado é ambiência; definição de conforto baseada na interação do animal com o ambiente social, clima, instalações e o homem. O comportamento em resposta a estes contatos podem afetar a expressão máxima do potencial do individuo, tanto sob o aspectos produtivos como reprodutivos. Manejos mal conduzidos podem ocasionar agitação dos animais, agressividade, competições por espaço, riscos de acidente, ingestões inadequadas de água e alimentos, desconforto térmico, entre outros.

Estes fatores estressantes levam a perdas na produtividade, quando destaca-se o baixo ganho de peso. Do mesmo modo, há comprometimento da eficiência reprodutiva por deficiente detecção de comportamentos sexuais de estro, baixa qualidade seminal, inadequadas taxas de prenhez e concepção, problemas de absorção embrionária e abortamentos, etc.

As medidas indicadas para o manejo com os animais, a fim de atingir suas zonas de conforto, baseiam-se em estudos comportamentais. O objetivo final é a expressão de comportamentos natos do animal em resposta ao seu pleno bem-estar. Importantes pontos a serem considerados são: densidade de animais por lote; relação macho:fêmea; área de sombreamento; distribuição de fontes de água na pastagem; formação de lotes homogêneos, evitando mistura-los; forma de contato do homem com os animais, buscando condutas tranquilas; adequação das instalações ao manejo; ausência de poluição sonora e ambiental; seleção de indivíduos adaptados ao clima da região de criação; entre outros.

Contudo, a aplicação de procedimentos de bem-estar tem se tornado cada vez mais reconhecido e importante, especialmente quando o manejo com os animais é mais ativo. Assim, como a etapa de reprodução requer a intensificação do manejo, a utilização de práticas de bem-estar é indispensável.

Referências bibliográficas:

COSTA E SILVA, E.V. Estresse e Manejo reprodutivo de bovinos de corte: problemas e soluções. In: Simcorte. Disponível em: http://www.simcorte.com/index/Palestras/q_simcorte/simcorte16.pdf Acessado em: 04. fev. 2013.

DOBSON, H.; FERGANI, C.; ROUTLY, J.E.; SMITH, R.F. Effects of stress on reproduction in ewes. Animal Reproduction Science, v.130, p.135– 140, 2012.

PARANHOS DA COSTA, M.J.R. Ambiência na produção de bovinos de corte a pasto. In: ENCONTRO ANUAL DE ETOLOGIA, 18, 2000, Florianópolis, Anais… Florianópolis, SBEt, 2000, p.26-42.

ROGER, P.A. Welfare issues in the reproductive management of small ruminants. Animal Reproduction Science, v.130, p.141– 146, 2012.

 

Fonte: FarmPoint

Maria Emilia Franco Oliveira – Jaboticabal – São Paulo

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Rodrigo Fraoli - CEO Ruralbook / Designer / Especialista em MKT Digital para o Agronegócio. * Saiba mais em #mktparaoagro - RURALBOOK *

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