BR: Governo quer subir para 10% participação do Brasil no comércio mundial de agro

Hoje o Brasil responde por 7,04% do comércio mundial de produtos agropecuários. O Ministério da Agricultura quer ampliar essa participação para 10% em 2018

O Ministério da Agricultura estabeleceu como meta que o Brasil responda por 10% de todo o comércio mundial de produtos agropecuários até 2018. Hoje, segundo a ministra da Agricultura, Katia Abreu, o agronegócio brasileiro responde por 7,04% do comércio mundial. Isso representaria um acréscimo da ordem de US$ 88 bilhões no volume comercializado.

Para atingir o objetivo, o ministério selecionou 22 mercados prioritários e vai agir e negociar acordos sanitários e fitossanitários e de livre comércio. Eles respondem por 75% de todas as compras de produtos agropecuários, sendo que cinco deles: União Europeia, Estados Unidos, China, Japão e Rússia compram, juntos, 50%.

governo-quer-subir-para-10-participacao-do-brasil-no-comercio-mundial-de-agro[1]De acordo com Katia Abreu, a meta depende dos acordos que o Brasil está negociando, tanto de livre comércio quanto sanitários e fitossanitários – que regulamentam procedimentos, que o Brasil pode fazer para atender exigências de países importadores. Os principais produtos que devem ajudar a ampliar esse comércio são: carnes, grãos e frutas.

No ano passado, afirmou a ministra, o Brasil conseguiu ampliar o seu mercado em US$ 1,8 bilhão com o fim de embargos e acordos sanitários, para 2016 a meta é chegar a US$ 2,5 bilhões, apenas com os acordos sanitários e fitossanitários.

Durante entrevista coletiva, a ministra destacou a importância da Ásia, principalmente sul e sudeste da região, para o avanço das exportações agropecuárias brasileiras, mas afirmou que o Brasil também precisa focar em países da América Latina. De acordo com a ministra, as exportações de produtos agropecuários brasileiros para países da América Latina ainda têm muito espaço para crescer. “Nossa performance na América Latina não está boa, está muito ruim. Temos que melhorar e muito. Nós temos muito campo para trabalhar com países latino-americanos fora do Mercosul”, disse. Segundo a ministra, esses países têm um volume pequeno de importações, mas que juntos podem responder por um montante significativo de compra de produtos brasileiros.

Taxação de exportações

Katia Abreu voltou a atacar a proposta de taxação das exportações dos agronegócios para ajudar na arrecadação da Previdência Rural. Segundo a ministra, isso foi deixado muito claro pela presidente Dilma Rousseff na última reunião que tiveram. “Zero chance de isso acontecer”, afirmou.

Quando soube que a proposta estava em discussão dentro do Ministério do Trabalho e Previdência, a ministra usou o Twitter para criticar e disse que soja e carnes não se aposentam.

Fonte: Fatoonline

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Rodrigo Fraoli – CEO Ruralbook / Designer / Especialista em MKT Digital para o Agronegócio.

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