Carnes vermelhas magras: Raça Simental disputa o mercado

Aproveitando as características desta raça continental, que apresenta pouco marmoreio e baixo teor de gordura, o produto busca se posicionar como uma alternativa magra e saudável no mercado de carnes de qualidade.

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É o que explica Roberto Barcellos, responsável pela certificação dos animais para a Associação. Segundo ele, quando pensamos em uma carne com selo de certificação logo pensamos em churrasco, mas o consumo de carne para o almoço do dia a dia é muito maior. “Dando garantia de padronização de maciez, de sabor e de suculência, já temos um produto que se destaca e muito da ‘carne commodity’ tradicionalmente dura comercializada no Brasil”, afirma.

O foco no dia a dia não significa que o Simental não possa ser utilizado no churrasco. Apenas reforça a versatilidade da raça e a necessidade de escolher o corte ideal para o tipo de preparo escolhido. “Existem mais de 30 cortes que podem ser feitos cozidos, assados, grelhados, fritos… O mesmo animal serve para diversos fins”, elenca Barcellos. É com isso em mente que as carnes com o selo de qualidade apresentam o chamado padrão extra limpo, que retira ao máximo a gordura excedente em cada corte sem prejudicar o padrão. Cortes para churrasco, como a picanha, por exemplo, continuam com seu acabamento tradicional.

Características

Se no mercado a carne pode ser consumida tanto no churrasco quanto no dia a dia, a raça Simental também é bastante reconhecida pela sua dupla aptidão. O gado tem um ótimo aproveitamento para leite – com índices superiores de proteínas e gorduras – e também apresenta bons rendimentos para a produção de carne. Segundo o presidente da ABCRSS, Alan Fraga, a raça é extremamente fértil, precoce e de ótimo temperamento. “Após a desmama o gado é confinado e abatido em 14 ou 15 meses pesando 16 ou 17 arrobas. Um zebuíno levaria uns três meses a mais”. Estima-se que mais de 1,5 milhão de bovinos com o sangue da raça integrem o rebanho brasileiro.

O selo de certificação foi lançado em dezembro de 2012 e, de acordo com Fraga, cerca de 10 criadores estão se organizando e padronizando seus rebanhos para aderir a ele. A Fazenda Jaguaretê, no momento, é a que serve de modelo para as demais. Localizada no Rio Grande do Sul, a fazenda disponibiliza sêmen para os parceiros que usam na produção, que ela mais tarde recompra, recria e termina. Tudo para oferecer ao mercado um produto rastreado e devidamente padronizado.

O selo da ABCRSS junta-se a outros programas de certificação de carne de qualidade de diversas empresas ou associações, como o da Associação Brasileira de Brangus, o selo Nelore Natural ou o da Carne Certificada Hereford. A certificação, que surge inicialmente para agregar valor a um produto e destacá-lo em relação aos outros de repente parece dominar as gôndolas dos supermercados. Alan Fraga, no entanto, acredita que haja facilmente espaço para todas estas marcas. “Você toma café? Veja a quantidade de café que existe no mercado, de tudo quanto é variedade. Um dia você quer tomar um mais forte, outros dias um expresso e assim por diante”. Da mesma forma aconteceria com a carne. “Você vai poder escolher entre raças, entre idades de abate, entre carnes mais gordas ou mais magras… Isso não é negativo. Isso dá opção ao consumidor”.

A Associação Brasileira de Criadores das Raças Simental e Simbrasil divulga seu novo selo de qualidade durante a 19ª Feicorte, que acontece de 17 a 21 de junho no Centro de Exposições Imigrantes, em São Paulo. Na Feira, que é o maior evento indoor da cadeia da pecuária de corte do mundo, serão apresentados cerca de 200 animais dos melhores criatórios do País, que participam da exposição. No dia 20, a partir das 20h, ocorre também o Leilão Simental Premium Parade, com a oferta de animais campeões de pista, tourinhos e genética.

Fonte: Portal do Agronegócio

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Rodrigo Fraoli – CEO Ruralbook / Designer / Especialista em MKT Digital para o Agronegócio.

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