Criadores de ostras receberão incentivo para produzir mais no Pará

Quem frequenta o litoral de Salinópolis, nordeste do Estado, com certeza já se deparou com vendedores de ostras nas praias. A partir de agora, alguns desses produtores, ligados a Associação de Agricultores e Aquicultores de Urindeua (ASAAU), que fica na Estrada do Penha, a 19Km da cidade, vão receber apoio.

1278961078_ostra12A Secretaria Estadual de Pesca e Aquicultura pretende incentivar a criação do molusco que acontece no próprio município. Técnicos da SEPAq irão ao local para atender os produtores com a doação de equipamentos necessários para o desenvolvimento da Ostreicultura. ‘Já recebemos o material e agora estamos definindo o que será enviado para cada associação’, explicou o gestor da SEPAq André Pontes.

Segundo o presidente da Associação de Agricultores e Aquicultores de Urindeua, Antonio Sobrinho, a meta é implantar 16 Parques Aquícolas Marinhos nos municípios de Salinópolis, Curuçá, São João da Ponta e São João de Pirabas, e então ter capacidade para aumentar em mais de 25 vezes a produção de ostra nativa no Pará.

A criação desse molusco é feita há quatro anos dentro dos chamados ‘travesseiros’ que são apetrechos dentro dos quais as ostras são colocadas e postas sob a maré.

Atualmente são produzidas cerca de 10 mil ostras por mês na comunidade. Elas são vendidas no próprio município e parte segue para Belém. Dez dúzias de ostras custam em média R$ 10,00. ‘Restaurantes especializados da capital mandam comprar diretamente na sede da associação. A quantidade chega a 100 dúzias’, explica Antonio.

As ostras são classificadas por Baby (pequena), Média e Master (grande). Os produtores trabalham de domingo a domingo na Ostreicultura. ‘Nossa meta é aumentar a produção em 100%’, explica o presidente da associação de Urindeua.

O trabalho para desenvolver a criação de ostras no Estado será feito em parceria com o Ministério da Pesca. A meta é implantar 16 Parques Aquícolas Marinhos nos municípios de Salinópolis, Curuçá, São João da Ponta e São João de Pirabas. Eles terão capacidade para aumentar em mais de 25 vezes a produção de ostra nativa no Pará.

O primeiro lote de equipamentos que devem ser enviados aos produtores já foram comprados. São travesseiros, lacres e cabos que devem ser entregues até o mês que vem.

Segundo a Diretoria de Desenvolvimento da Aquicultura da SEPAq a primeira Unidade Demonstrativa de Cultivo de Ostra Nativa deverá ser implementado no Parque Aquícola Marinho de Salinópolis. Neste projeto está prevista a construção de infraestrutura para criação de ostras, assim como, a aquisição de equipamentos e materiais, a contratação de serviço de monitoramento higiênico-sanitário e a difusão de tecnologia de cultivo por meio de capacitação e assistência técnica.

Outros parceiros da SEPAq nesse projeto são o Sebrae e a Associação de Ostreicultores do Pará.

Fonte: Portal ORM

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Rodrigo Fraoli – CEO Ruralbook / Designer / Especialista em MKT Digital para o Agronegócio.

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