Embarque de soja no Porto de Paranaguá é o maior da história, diz governo

De janeiro a setembro deste ano, foram exportadas 9,5 milhões de toneladas do grão, mais do que em qualquer ano inteiro, conforme o governo estadual.

Na avaliação do governo estadual, o número deste ano foi alcançado em função do aumento da capacidade de escoamento do porto, aliado ao interesse chinês pela produção brasileira. (Foto: Agência Estadual de Notícias/Divulgação)

O Porto de Paranaguá bateu o recorde histórico anual de exportação de soja três meses antes do fim de 2017, informou o Governo do Paraná nesta segunda-feira (16). De janeiro a setembro, foram exportadas 9,5 milhões de toneladas do grão, mais do que em qualquer ano inteiro.

A marca, segundo o governo, é 12% superior ao antigo recorde anual, de 8,5 milhões de toneladas em 2015, e 27% superior ao total movimentado em 2016 inteiro, quand foram exportadas 7,5 milhões de toneladas de soja.

Na avaliação do governo estadual, o número deste ano foi alcançado em função do aumento da capacidade de escoamento do porto, com investimento de mais de R$ 620 milhões desde 2011, aliado ao interesse chinês pela produção brasileira.

“Apesar da produção recorde, a soja manteve uma boa cotação internacional, o que favorece o produtor brasileiro. Nós fizemos a nossa parte ao longo dos últimos anos e capacitamos o porto para que hoje o produto possa ser escoado no momento mais interessante para o produtor” afirma o secretário de Infraestrutura e Logística, José Richa Filho.

Safra

De acordo com um levantamento da Organização das Cooperativas do Paraná (Ocepar), o Brasil foi o país que mais aumentou sua produção de soja entre os exportadores, colhendo cerca de 18,2 milhões de toneladas a mais em comparação à safra passada. Em seguida estão os Estados Unidos com 10,4 milhões de toneladas a mais em relação à safra anterior.

Somente as cooperativas agropecuárias, setor que no Paraná responde por 18% dos embarques do agronegócio, exportaram 2 milhões de toneladas de soja neste ano – Paranaguá é o principal porto escoador da produção.

“O Brasil é o país que mais tem aumentado a produção de soja, é competitivo no cenário mundial e tem cada vez mais se estruturado para exportar. Isto tem alavancado as exportações e feito com que o mundo se volte cada vez mais para o agronegócio de nosso país”, diz o presidente da Ocepar, José Roberto Ricken.

O dirigente lembra ainda que a colheita do grão iniciou mais cedo no Brasil neste ano em comparação à safra passada. No Paraná, os agricultores já haviam colhido 31% da soja do estado em fevereiro de 2017, enquanto que no mesmo período do ano passado esse percentual era de 7%.

“Por isso, o pico de exportação de soja ocorreu entre março e junho deste ano. Aliado a isso, ainda há o fato de que as safras não ocorrem ao mesmo tempo nos hemisférios Norte e Sul. Enquanto o Brasil já plantou, colheu e agora está exportando soja, nos Estados Unidos o grão ainda está no campo”, explica Ricken.

Ele acescenta que cerca de 86% de todo o volume de soja em grãos exportados pelo Porto de Paranaguá neste ano teve como destino o mercado chinês.

Outros recordes

Nos últimos dois anos, o Porto de Paranaguá bateu 34 recordes históricos de movimentação de cargas, conforme o governo. Neste semestre, o Corredor de Exportação bateu recorde de embarque de grãos num período de 24 horas, com 134.057 toneladas, e o recorde de embarque mensal, com 2,02 milhões de toneladas em agosto.

Em 2017, o crescimento nos embarques de soja em Paranaguá nos primeiros nove meses do ano é o mais representativo entre os principais portos brasileiros exportadores de grãos, aponta o governo estadual. Enquanto o porto paranaense cresceu 27%, os embarques de soja no Porto de Santos aumentaram em 11% e 8% no Porto de Rio Grande.

O desempenho mensal das exportações do produto também foi o melhor resultado para setembro desde 2013, indica o Governo do Paraná. Neste ano, foram movimentadas 637 mil toneladas de soja ao longo dos 30 dias do mês, praticamente o dobro do registrado em 2015 e mais do que o triplo do ano passado.

Fonte: G1

 
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Rodrigo Fraoli – CEO Ruralbook / Designer / Especialista em MKT Digital para o Agronegócio.

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