Estrada precária impede safra de soja de ser escoada para portos do Norte

Principal rota entre o Mato Grosso e o Pará, a BR-163 tem trecho de 50 km que ainda não foi asfaltado. Grãos parados significam prejuízo para produtores e caminhoneiros.

Um bloqueio na principal ligação entre o Mato Grosso e o Pará atrapalhou o escoamento da safra de soja nos últimos dias. Quase um terço dos grãos produzidos naquele estado do Centro-Oeste é enviado para outros países pelos portos do Norte do Brasil, mas a carga não estava chegando lá.

A BR-163 foi interditada pela Polícia Rodoviária Federal em Mato Grosso a pedido do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes, o Dnit. Isso aconteceu após atoleiros se formarem por causa da chuva nos trechos de terra da rodovia, que ainda tem 50 km sem asfalto.

A estiagem de alguns dias no sul do Pará ajudou os caminhoneiros. Na última quinta-feira (7), o Exército começou a liberar aos poucos os caminhões que estavam parados.

Problema antigo

O problema não é exatamente novo: se repete em todas as safras, quando o volume de carretas no local aumenta drasticamente.

De acordo com a Associação dos Produtores de Soja e Milho de Mato Grosso (Aprosoja), nessa época, mais de mil caminhões carregados percorrem a BR-163 diariamente.

A espera da liberação atrasa o escoamento e gera prejuízos diversos. Em um armazém, 8 mil toneladas que já deveriam ter sido transportadas aguardam o fim do bloqueio. Há casos até de grãos que começaram a germinar enquanto a carga ficou parada no meio do trajeto. E os caminheiros acabam tendo gastos extras com a demora na viagem.

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