Fitopatologia e híbrido BRS Sena são destaques de Congresso de Tomate Industrial – Embrapa

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Estão abertas as inscrições para o 8º Congresso Brasileiro de Tomate Industrial que será realizado na cidade de Goiânia, em Goiás, nos dias 23 e 24 de novembro, e os trabalhos podem ser submetidos até o próximo dia 06 de outubro. Com a proposta de integrar os diversos setores da cadeia do tomate, desde agricultores até a agroindústria, o evento também é destinado aos profissionais do ensino, da pesquisa e da extensão rural.

Foto: Henrique Carvalho

Foto: Henrique Carvalho

A equipe de pesquisadores e analistas da Embrapa Hortaliças (Brasília, DF) está envolvida com a programação do congresso, que prevê espaços para debates de temas específicos do tomate industrial no formato de palestra e mesa-redonda. No dia 23, a atualização fitossanitária da cultura será o assunto principal de uma das mesas do evento.

Entre os principais problemas de pragas e doenças que serão abordados estão vírus, bactérias, nematoides e fungos. “A proposta é refletir sobre os desafios enfrentados no campo pelos produtores e sinalizar as soluções da pesquisa para controlar esses problemas”, pondera a engenheira agrônoma Flávia Clemente, supervisora da área de Transferência de Tecnologia.

No segundo dia, a participação da Unidade será com palestras sobre compactação do solo, atualização em herbicidas e identificação de ácaros na cultura, já que na última safra o controle dessa praga foi um sério problema para o setor.

Híbrido nacional
No estande da Embrapa Hortaliças, o destaque será para o tomate BRS Sena, primeiro híbrido nacional de tomate para processamento industrial. “Vamos apresentar aos visitantes o potencial do tomate BRS Sena para o plantio no cedo”, informa Flávia ao destacar a importância de divulgar também os ajustes de fitotecnia no sistema de cultivo para que o material apresente uma ótima resposta.

De acordo com os resultados de pesquisa, além de resistência a doenças, em especial bacterioses, o tomate BRS Sena exige menor quantidade de água e de adubo nitrogenado para produzir exatamente como os outros híbridos do mercado, o que resulta em economia de insumos e menor custo de produção para o agricultor. “Essas características do híbrido são ainda mais favoráveis se considerar o cenário de restrição hídrica do estado de Goiás, que possui quase a totalidade das lavouras da cultura irrigadas sob pivô central”, contextualiza a agrônoma.

Sobre o evento
Realizado a cada dois anos, em Goiás, estado que produz mais de 70% do tomate industrial do país, o congresso é programado para coincidir com o final da safra de tomate para processamento industrial porque se torna uma oportunidade dos atores envolvidos com essa cadeia produtiva estreitar relacionamentos e discutir os problemas da safra anterior para propor soluções.

Além da Embrapa, as outras instituições que contribuem com a realização do evento são: Associação Brasileira de Horticultura (ABH), Associação Brasileira de Tomate para Processamento (Abratop), Federação da Agricultura e Pecuária de Goiás (Faeg) e Universidade Federal de Goiás (UFG).

Paula Rodrigues (MTB 61.403/SP)
Embrapa Hortaliças

Fonte: Embrapa

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