Florestas Plantadas no Pará

O bioma florestal ocupa 71% da área territorial do Estado do Pará, constituindo um fantástico capital de recursos naturais, quer pela expressividade de suas reservas madeireiras, estimada em 25% daquela mensurada para a Amazônia, quer pelo imenso potencial genético e de princípios ativos de sua biodiversidade, que abriga um amplo leque de oportunidades de investimento na área da bioindústria, mas ainda pouco explorado.
Diante desse enorme ativo natural, a exploração e o processamento industrial de madeira constitui importante atividade da matriz de produção do Estado, impulsionando a economia de dezenas de municípios paraenses.

É fato que, nos últimos anos, houve uma redução significativa da atividade, o que pode ser corroborada pelo fechamento de inúmeras serrarias e até mesmo de empresas de médio e grande porte, com décadas de atuação no mercado, assim como pela diminuição do consumo de madeiras em toras.

A perda de dinamismo da atividade resulta da conjugação dos seguintes fatores: a baixa cotação do dólar, a crise no suprimento de matéria prima, decorrente do endurecimento da legislação ambiental e do rigoroso sistema de controle de desmatamento na Amazônia, aliada à burocracia para aprovação dos projetos de manejo e/ou de reflorestamento.

Assim sendo, a expansão da atividade florestal madeireira está condicionada ao incremento do suprimento sustentável de matéria-prima, mediante a disseminação de técnicas de manejo florestal de florestas nativas e/ou a expansão de área de florestas plantadas.

O Pará possui uma proporção significativa de áreas alteradas, que podem ser reincorporadas ao processo produtivo, a partir de plantações florestais, contribuindo significativamente para o aumento da oferta de madeira de elevado valor econômico, e a diminuição da pressão sobre as florestas nativas.

As perspectivas para o segmento de florestas plantadas são bastante promissoras e diversificadas, respaldadas por uma conjugação de fatores que sinalizam para um ciclo de expansão. Com efeito, existe uma demanda crescente e preços atrativos para alguns produtos florestais, decorrentes, principalmente, dos setores de siderurgia, celulose e papel, painéis de madeira reconstituída (MDF e MDP) e produtos de madeira sólida, além de um embrionário mercado de carbono.

Fonte: SAGRI – Secretaria de Estado de Agricultura e Pecuária – Pará

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Rodrigo Fraoli - CEO Ruralbook / Designer / Especialista em MKT Digital para o Agronegócio. * Saiba mais em #mktparaoagro - RURALBOOK *

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