Identificar origem dos alimentos pode gerar maior lucro ao produtor, diz FAO

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Uso de indicação geográfica pode aumentar os preços finais em 20 a 50%

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Fonte: Google

O comércio de alimentos que especificam o lugar de origem do produto pode potencializar os lucros e também estimular o crescimento de comunidades agrícolas. A constatação é feita por um estudo elaborado pela Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO).

“As indicações geográficas são uma estratégia dos sistemas de produção e comercialização de alimentos que coloca as considerações sociais, culturais e ambientais no centro da cadeia de valor”, explica o economista do Centro de Investimentos da FAO, Emmanuel Hidier. Segundo o especialista, tal medida pode abrir caminho para o desenvolvimento sustentável e para mercados mais rentáveis.

A FAO utiliza como exemplo de uso da indicação geográfica a cadeia do vinho do Vale dos Vinhedos para a penetração do produto em novos mercados. Em 2002, 19 vinícolas — das 26 instaladas no Vale — obtiveram o direito de vender sua bebida com uma Indicação de Procedência (IP). À época, as empresas que conseguiram a rotulagem produziam 1,5 milhão de litros de vinho por ano — o que representava 20% de toda a produção local.

De acordo com a FAO, os produtores que apostaram na indicação geográfica observaram uma inversão no modo como se inserem no mercado. Eles vendem menos quantidade, mas por um valor maior. O relatório da agência da ONU mostra que a microprodução dessas vinícolas — elas respondem por 0,45% de todo o vinho de qualidade feito no Brasil — é vendida sobretudo para um nicho de alto valor agregado no mercado doméstico.

Fonte: Universo Agro

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