Índice global de preços de alimentos em maio tem menor índice em 17 meses, diz FAO

Agência da ONU afirma que resultado foi causa das consequências econômicas da pandemia do novo coronavírus.

Açúcar bruto: alimento faz parte do índice calculado pela FAO — Foto: REUTERS/Peter Nicholls

Açúcar bruto: alimento faz parte do índice calculado pela FAO — Foto: REUTERS/Peter Nicholls

Os preços mundiais de alimentos caíram pelo quarto mês consecutivo em maio, atingidos pelas conseqüências econômicas da pandemia de coronavírus e seu impacto sobre a demanda, informou a agência de alimentos das Nações Unidas nesta quinta-feira (4).

O índice de preços dos alimentos da Organização para Agricultura e Alimentação (FAO), que mede as variações mensais de uma cesta de cereais, oleaginosas, laticínios, carne e açúcar, teve média de 162,5 pontos no mês passado, uma queda de 1,9% ante abril.

Foi o menor índice mensal desde dezembro de 2018.

O índice de laticínios caiu 7,3%, liderado por quedas acentuadas na manteiga e no queijo, em parte devido à menor demanda de importação.

O índice de preços dos cereais caiu 1%, uma vez que os preços dos grãos continuaram em declínio, com o milho nos Estados Unidos recuando 16% no ano, enquanto preços de exportação do trigo também recuaram, em meio às expectativas de ampla oferta global.

Os preços internacionais do arroz, por outro lado, subiram.

O óleo vegetal viu os preços caírem 2,8%, para o menor nível em 10 meses, enquanto o índice de carne caiu 0,8%. As cotações de carnes de aves e suínos continuaram caindo, refletindo a alta oferta de exportação, apesar do aumento da demanda por importações no leste da Ásia.

Contrariando a tendência geral de queda, o índice de preços do açúcar subiu 7,4% em abril, em grande parte por causa das colheitas abaixo do esperado em alguns dos principais produtores, principalmente na Índia e na Tailândia.

A FAO também divulgou sua primeira previsão para a safra de cereais de 2020, projetando produção global de 2,780 bilhões de toneladas – um aumento de 2,6% frente à safra recorde de 2019.

A agência da ONU disse que o milho deve responder por grande parte do aumento esperado, aumentando as previsões em 64,5 milhões de toneladas, para 1,207 bilhão de toneladas, graças à antecipação de colheitas nos Estados Unidos, Canadá e Ucrânia e colheitas quase recorde no Brasil e na Argentina.

A produção de arroz deve atingir uma alta histórica de 508,7 milhões de toneladas em 2020, um aumento de 1,6% ante 2019.

Por outro lado, a produção global de trigo em 2020 deverá cair, em grande parte devido a prováveis quedas na União Europeia, Ucrânia e Estados Unidos, o que compensaria os aumentos esperados na Rússia e na Austrália, disse a FAO.

Fonte: Reuters

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