Manejo agroecológico de plantas medicinais é tema de curso para mulheres agricultoras – Embrapa

Foto: Felipe Rosa

Foto: Felipe Rosa

Mulheres agricultoras de comunidades próximas a Manaus (AM) interessadas em cultivar plantas medicinais de modo agroecológico estão participando, na Embrapa, nos dias 18 e 19 de outubro, do Curso Plantas Medicinais – Manejo Agroecológico, Extração de Óleos Essenciais e Preparação de Cosméticos Artesanais. O curso é promovido pela Embrapa Amazônia Ocidental em parceria com o Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (Inpa), Museu da Amazônia (Musa) e Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae-AM). Também apoiam o evento a Associação dos Produtores Orgânicos do Amazonas (Apoam), a Rede Maniva de Agroecologia (Rema) e a Universidade do Estado do Amazonas (UEA), através do Núcleo de Estudos em Agroecologia e Agricultura Orgânica (NEA). 

O objetivo do curso é valorizar o conhecimento tradicional sobre plantas medicinais, assim como as detentoras desses saberes, por meio da construção coletiva de conhecimentos sobre o manejo agroecológico de plantas medicinais, boas práticas de colheita, manipulação e extração de óleos essenciais e preparo de cosméticos artesanais.  “Cultivar e coletar plantas medicinais, extrair óleos essenciais e preparar sabonetes e perfumes artesanais com métodos orgânicos para comercialização”, são algumas das habilidades que estão sendo reforçadas no curso, conforme informa a pesquisadora da Embrapa e uma das coordenadoras do evento, Elisa Wandelli.

Dentre os temas abordados no curso estão: a importância das plantas medicinais para a soberania popular; histórico das plantas medicinais no mundo e a relação das mulheres com as plantas medicinais e o significado biológico e medicinal dos óleos essenciais; propriedades fitoterápicas, manejo e boas práticas de coleta das plantas medicinais; boas práticas da extração dos óleos essenciais; práticas agroecológicas para o cultivo de plantas medicinais; boas práticas do manuseio de extratos medicinais e preparação de cosméticos artesanais; preparo de sabonetes artesanais; e preparo de perfumes artesanais.

Além dessas habilidades, o curso despertou no grupo de mulheres o interesse em se organizar para trabalhar em conjunto com plantas medicinais e realizar empreendimentos para melhorar a geração de renda, segundo informou a presidente da Associação dos Produtores Orgânicos do Amazonas (Apoam), Miriam Carvalho, que também participou do curso.

Conforme a pesquisadora Elisa Wandelli, o curso também é importante para diversificar a cadeia de valor da produção orgânica no Amazonas. “A produção orgânica no Amazonas precisa ampliar seu escopo, ainda restrito a comercialização direta de hortifrutigranjeiros, e iniciar processos de beneficiamento de produtos naturais para agregar mais valor as suas atividades agroecológicas e dessa forma também provocar maior valorização dos conhecimentos e usos tradicionais das plantas medicinais”, explicou.

A pesquisadora acrescenta que as “mulheres na Amazônia são detentoras de saberes importantíssimos sobre a farmacopeia, mas estes conhecimentos estão sendo erodidos e menos aplicados devido à falta de valorização das culturas tradicionais”. Participaram do curso 32 mulheres agricultoras, que atuam na produção orgânica ou que estão em processo de transição e são integrantes de diversas associações e comunidades: do Tarumã Mirim e da Associação dos Produtores Orgânicos do Amazonas (Apoam);  da Comunidade Água Branca e da Associação dos Produtores Orgânicos do Amazonas (Apoam); da Associação da Comunidade do São Francisco de Assis, Ramal Cachoeira, Rio Preto da Eva; da Associação Agrícola Tarumã-Açu (ASAT), da Comunidade Buriti, Tarumã Mirim; do Assentamento Iporá, Rio Preto da Eva;  Mulheres da Comunidade Pupunhal, Iranduba; da Escola Agrícola Rainha dos Apóstolos; da Comunidade Unidos Venceremos, ZF 4; da Cupuama; da Associação de Mulheres Agricultoras Rurais (AMAR); da Associação dos Agricultores do Ramal Cristino di Paula, Tarumã Mirim.

O curso teve a coordenação dos pesquisadores da Embrapa, Elisa Wandelli e Francisco Célio Maia Chaves;  Eric Brosler, do Projeto Ecoforte (Musa/Rema) e Sonia Alfaia (Inpa) e Adrianna Seixas (SEBRAE).

Siglia Souza e Felipe Rosa ((MTb 66/AM e MTb14406/RS) )
Embrapa Amazônia Ocidental

Fonte: Embrapa

 

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