Mobilização contra exportação de gado vivo

 

O Dia Internacional contra a Exportação de Gado Vivo acontece nesta sexta-feira, dia 14. O movimento internacional é encabeçado pela organização não governamental (ONG) Compassion in World Farming. Mais de 40 países devem participar.

Pelo terceiro ano consecutivo, a entidade defende a conscientização da população “sobre o sofrimento dos animais enviados com vida para abate em outros mercados”.

O movimento começou em 2017 e o Brasil aderiu no ano passado. Aqui, as mobilizações começaram nesta quinta, dia 13, e se estenderão até domingo, dia 16. A coordenação fica com o Fórum Nacional de Proteção e Defesa Animal, em conjunto com organizações de diversas cidades. Ao todo, 12 cidades brasileiras participam do movimento.

A diretora de Educação do fórum, geógrafa Elizabeth MacGregor, disse que embora existam leis que determinem tratamento humanitário para o transporte de gado vivo, “a questão do bem-estar animal é zero”.

Elizabeth destacou que para o país essa exportação é ruim economicamente, porque representa apenas 1% de tudo o que é produzido em termos de pecuária para consumo humano. Ela também lembrou que todos os países compradores importam também carne embalada.

Riqueza x emprego
Além disso, como a exportação de gado vivo não é taxada, ela não gera riqueza para o Brasil. “O couro vai de graça” para o importador, o que desagrada a indústria coureira brasileira. A operação não gera emprego no Brasil, mas nos países compradores, como Turquia e Líbano, onde o abate também não é humanitário, acentuou Elizabeth.

“Os animais costumam ser transpohbjmrtados em navios reformados ou adaptados, de péssima qualidade, sem as mínimas condições de higiene, sem alimentação e hidratação adequadas, sem assistência veterinária, sujeitos a intempéries climatológicas, com urina e fezes provocando proliferação de doenças”, declara a geógrafa.

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