O preço da soja pode subir mais? Já dá para antecipar as vendas da safra 2019/2020?

Analista Luiz Gutierrez, da Safras & Mercado, traça uma perspectiva sobre a valorização da commodity e as variações do câmbio

Foto: Ivan Bueno/APPA

Este é sempre um momento complicado para os produtores de soja do país. Ainda mais quando os preços não são tão competitivos. Isso porque muitos ainda têm alguma coisa da safra colhida para vender, além de já terem a responsabilidade de começar a travar as vendas futuras. Para ajudar nessa tarefa, o consultor Luiz Gutierrez, da Safras & Mercado, traçou uma breve análise, no programa Mercado & Companhia, para ajudar nesta tomada de decisão.

Gutierrez explica que, de fato, há algum tempo não se via um cenário como o atual, “com a Bolsa de Chicago em alta, refletindo os problemas de plantio dos Estados Unidos. Dólar em baixa, embora ainda próximo a R$ 4, patamar bastante elevado e, por fim, o prêmio em alta nos portos brasileiros, reflexo da demanda chinesa pelo produto.”

Para juntar a este balaio, os chineses anunciaram nesta quinta, dia 30, que não irão mais comprar soja dos Estados Unidos, pelo menos enquanto a guerra comercial não acabar.

O Brasil negociou até o momento 10 milhões de toneladas da nova safra, mesmo ritmo da média histórica. “O momento é positivo para os preços, mas nada garante que isso irá persistir”, diz.

Segundo Gutierrez, o produtor precisa aproveitar estes momentos para não ser surpreendido com preços baixos.

“A continuidade da guerra comercial traz uma oportunidade para os preços brasileiros. Mas o dólar é um fator baixista, pois com a reforma da previdência, se aprovada, o câmbio tende a recuar a um patamar próximo a R$ 3,80 e isso afeta a formação da soja brasileira”, comenta.

 

Fonte: canalrural

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