O que as novas Ford Rager e Volkswagen Aamarok poderiam aprender uma com a outra

As picapes serão desenvolvidas pela norte-americana, mas bem que deveria, ter um toque alemão

Ford Ranger e Volkswagen Amarok poderiam trocar figurinhas na próxima geração (Foto: Divulgação)

FORD RANGER E VOLKSWAGEN AMAROK PODERIAM TROCAR FIGURINHAS NA PRÓXIMA GERAÇÃO (FOTO: DIVULGAÇÃO)

A Ford e a Volkswagen se uniram novamente. Dessa vez, o objetivo é desenvolver veículos comerciais, a começar pelas novas gerações da Ranger e da Amarok. As versões atuais se destacam por qualidades próprias e seria interessante ver um compartilhamento do que cada uma tem de mais forte nos novos projetos. Além de manterem pontos que são fortes nas duas marcas, caso das últimas centrais de multimídia.

1) O motor V6 da Amarok 

A Ford também tem um motor turbodiesel acima dos quatro cilindros, mas o 3.2 de cinco cilindros em linha e 200 cv e 47,9 kgfm a 1.750 rpm não consegue imprimir o mesmo tipo de desempenho da VW. A arrancada de zero a 100 km/h é despachada em 11,1 segundos.

O desempenho de rivais mais recentes como a Nissan Frontier e seus 10,1 segundos a deixa para trás. Quem sabe se a Ford incluir o novo câmbio automático de 10 marchas no lugar do seu antigo de seis velocidades. Aí seria uma dupla de ataque digna do futebol espanhol.

A fraude do dieselgate arranhou muito a imagem da Volkswagen e causou um prejuízo bilionário, mas o motor V6 3.0 TDI de 225 cv já foi modificado para apagar a antiga trapaça. A usina de força gera 56,1 kgfm de torque a 1.500 rpm e trabalha em dupla com o câmbio automático de oito marchas.

A arrancada de zero a 100 km/h leva 7,8 segundos, uma marca que deixa o Golf 1.4 TSI de 150 cv para trás por quase 1 segundo (8,7 s). Afora o fôlego, o seis cilindros faz a média de 10,2 km/l de diesel entre cidade e estrada.

2) A tração integral permanente da Amarok

A Ranger tem blocante traseiro e tração 4X4 com reduzida, um arsenal que garante uma valentia e tanto no fora de estrada. O problema dela não é no fora de estrada. É nessa situação no asfalto e terra que a Amarok dá um show.

O mérito é da tração integral permanente. Ela não chega a ter a estabilidade de um carro de passeio, a física tem seus limites, porém é um conjunto que conta com maior aderência e compensa o consumo extra em nome da segurança.

3) O aparato de segurança ativa da Ranger

A segurança dinâmica da Amarok é invejável, mas a Ranger se destaca por itens de segurança ativa que ajudam a evitar acidentes, exemplo do controle de cruzeiro adaptativo, capaz de manter a distância do carro que vai à frente ao longo do percurso. Sem falar no assistente de manutenção de faixa e o alerta de colisão frontal.

Ford Ranger Flex 2017 (Foto: Ford)

FORD RANGER TEM UMA BOA SAÍDA NAS VERSÕES FLEX (FOTO: DIVULGAÇÃO)

4) Um motor flex para a Amarok

No entanto é inegável que motores flex de nova geração poderiam ser mais baratos e resolverem o problema de consumo excessivo sem ter que recorrer aos diesel menos potentes. E até substituírem um possível seis cilindros turbodiesel com a adição de um par de turbos e outras tecnologias.

Ambas picapes possuem motores de quatro cilindros a diesel bem competentes, sem falar que a Ford já tem um 2.5 flex. É uma saída para oferecer versões de acesso mais interessantes para aqueles que desejam utilitários para o trabalho.

A Chevrolet já confirmou uma nova geração da S10 para a fábrica de São José dos Campos (SP). A atual encarnação se destaca pelo motor 2.5 flex de até 206 cv e 27,3 kgfm a 4.400 rpm, capaz de levá-la de zero a 100 km/h em 10,7 s. Só que o consumo da S10 é elevada: as médias ficam entre 7 km/l de etanol e 8,9 km/l com gasolina.

5) A garantia longa da Ranger

Garantia de 5 anos é coisa rara no Brasil. A Hyundai é uma das poucas a oferecer para carros de passeio e a Ford faz o mesmo para a sua Ranger. É uma maneira de reforçar a credibilidade da picape em um segmento que tem rivais estabelecidas no topo, caso da Toyota Hilux. E bem que tanto ela quanto a irmã VW poderiam ter a mesma cobertura. Atualmente, a Volkswagen oferece apenas três anos de cobertura.

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