PA: Programa visa ampliar em 50 mil hectares as áreas cultivadas com açaí no Estado

A Secretaria de Estado de Desenvolvimento Agropecuário e da Pesca (Sedap) vai implantar, este ano, o Programa de Desenvolvimento da Cadeia Produtiva do Açaí no Estado do Pará (Pró-Açaí) para expandir a oferta do fruto. O Pará é hoje o maior produtor nacional de açaí, com 154 mil hectares de área plantada e manejada em 12,8 mil propriedades rurais distribuídas em todo o estado e produção anual de um milhão de toneladas de frutos. Em 2014 apenas as vendas externas do produto injetaram mais de R$ 225 milhões na economia estadual. A demanda continua a crescer e a produção local já não consegue atender ao aumento do consumo em condições satisfatórias o que tem levado, inclusive, ao aumento do preço.

Da Redação Agência Pará de Notícias

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Com o Pró-Açaí, a Sedap espera expandir em 50 mil hectares a área cultivada com açaí no período de 2016 a 2020, fazendo com que a produção aumente em 360 mil toneladas anuais de frutos até 2024, quando todas as novas áreas cultivadas estarão produzindo de forma plena. A meta é implantar 10 mil hectares de açaizeiros nas regiões de terra firme do estado, na forma de cultivo solteiro ou em Sistemas Agro-Florestais (SAFs). A ideia, na terra firme, é aproveitar apenas as áreas já abertas pela ação humana – como pastagens abandonadas – e envolver mil pequenos, médios e grandes produtores rurais utilizando, entre outras tecnologias, a irrigação.

Já nas áreas de várzea, onde se concentra atualmente a maior parte da produção paraense, a meta é mais ambiciosa. No período entre 2016 e 2020, ao Pró-Açaí deverá ser responsável pela ampliação das técnicas de manejo e de enriquecimento em 40 mil hectares de açaizais envolvendo 10 mil produtores familiares das regiões do Marajó e Baixo Tocantins.

“Um dos pontos importantes do programa é a incorporação de tecnologia ao processo. Nas áreas de terra firme, por exemplo, a ideia é triplicar a produtividade com o uso de irrigação, passando das atuais quatro toneladas de frutos por hectare, em média, para uma média de 12 toneladas de frutos colhidos por hectare”, explica o diretor de Agricultura Familiar da Sedap, Luiz Pinto. Outro aspecto importante é que a expansão da cadeia produtiva trará ganhos sociais, com a criação de mais três mil empregos diretos e 12 mil indiretos na terra firme e de 5 mil ocupações produtivas diretas e de outras 20 mil ao longo da cadeia, nas áreas de várzea.

O ganho social é, na opinião do secretário de Desenvolvimento Agropecuário e da Pesca, Hildegardo Nunes, o principal trunfo do programa. “A cadeia do açaí permite uma rápida incorporação de renda para os produtores familiares. É nítida a ascensão social das comunidades, especialmente as ribeirinhas, onde há extração e manejo de açaí em função do aumento da demanda pelo fruto”, avalia o titular da Sedap.

O secretário explica que, além da geração de emprego e renda, o Pró-Açaí tem como objetivos garantir o aumento da produção, promover o manejo e o enriquecimento dos açaizais de várzea, estimular o desenvolvimento sustentável das regiões produtoras, promover o cultivo do açaizeiro em Sistemas Agro-Florestais (SAF), com foco na recuperação de áreas degradadas na terra firme.

O programa Pró-Açaí está sendo elaborado pela Sedap, em parceria com a Embrapa, Ideflor-Bio e Emater. O lançamento oficial do programa vai ocorrer no final deste mês, quando será apresentado aos produtores, agentes financeiros e empresários.

Simone Romero
Secretaria de Estado de Desenvolvimento Agropecuário e da Pesca

Fonte: Agência Pará

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Rodrigo Fraoli – CEO Ruralbook / Designer / Especialista em MKT Digital para o Agronegócio.

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