Preços do milho reagem com bom ritmo de exportações

Os preços do milho estão em alta no mercado brasileiro, de acordo com o Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea). A influência vem das exportações, que seguem em bom ritmo e estimulam os vendedores do grão, afirmam os pesquisadores.

0,,69798240,00“As intervenções governamentais para o produto de Mato Grosso também contribuem para levar o cereal para regiões deficitárias, como São Paulo e Nordeste, e especialmente para os embarques. O dólar valorizado, ainda, eleva a paridade de exportação”, informou o Cepea, em alerta de mercado divulgado nesta terça-feira (19/11).

Entre 11 e 18 de novembro, o Indicador Esalq/BM&FBovespa, que serve de referência para o mercado futuro brasileiro, com base em Campinas (SP), subiu fortes 3,12%, fechando a R$ 25,75 por saca de 60 quilos na segunda-feira (18/11).

Em Mato Grosso, o Instituto de Economia Agropecuária do Estado (Imea) reforça a avaliação de firmeza nas cotações. Só na semana passada, a média do estado aumento 9,7%, com valores acima de R$ 12 por saca. Na quinta-feira passada (14/11), o preço chegou a R$ 12,76.

“Os grandes volumes exportados, bem como o avanço da comercialização do cereal, vêm permitindo a elevação do preço do milho em todas as regiões”, informa o Imea, em boletim semanal.

Até a semana passada, de acordo com o Instituto, a comercialização atingiu 72,5% da safra 2012/2013. Os produtores já comprometeram, em números absolutos, 16,35 milhões de toneladas de milho. Só no mês de outubro, foram quase 2 milhões, principalmente nos leilões de Prêmio equalizador Pago ao Produtor Rural (Pepro).

“Com os preços reagindo e a expectativa de demanda aquecida é esperado que o cereal apresente cotações que estimulem as negociações”, avaliou o Imea.

A comercialização é mais avança nas regiões do médio-norte e sudeste do estado, onde o comprometimento chegou a 70% da safra. Nesses locais, ressalta o Imea, são produzidos 58% da safra de soja de Mato Grosso, aumentando a necessidade de escoar a produção e abrir espaço para a chegada da oleaginosa.

Fonte: Globo Rural

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