Produção de fécula de mandioca em 2015 é a maior dos últimos 25 anos, diz Cepea – Revista Globo Rural

O crescimento mais expressivo foi observado em Mato Grosso do Sul, onde foram produzidas 184,94 mil toneladas no ano passado

Os elevados níveis de preços do amido de milho sustentaram as vendas de fécula para alguns setores industriais (Foto: Paula Perim/Ed.Globo)

Os elevados níveis de preços do amido de milho sustentaram as vendas de fécula para alguns setores industriais (Foto: Paula Perim/Ed.Globo)

A produção brasileira de fécula de mandioca registrou crescimento de 17% em 2015, para cerca de 750 mil toneladas, a maior dos últimos 25 anos. O levantamento é do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), da Esalq/USP, em parceria com a Associação Brasileira dos Produtores de Amido de Mandioca (Abam).

Entre 2014 e 2015, a quantidade de mandioca processada cresceu 9,6%, totalizando 2,55 milhões de toneladas. No Paraná, a produção de fécula cresceu 15,5% entre 2014 e 2015, alcançando 520,07 mil toneladas (68,8% do total do Brasil). O noroeste do Estado manteve a posição de principal produtor no ano, com 40,6% do total nacional.

O crescimento mais expressivo foi observado em Mato Grosso do Sul (38,8%), onde 184,94 mil toneladas de fécula foram produzidas no ano passado, representando 24,5% do total nacional. Já no Estado de São Paulo, representado pela região de Assis, no oeste do Estado, a produção caiu 17,8% no período, totalizando 43,41 mil toneladas. Por fim, Bahia e Santa Catarina representaram respectivos 0,6% e 0,3% do total nacional.

O valor médio da raiz de mandioca foi de R$ 168,98 a tonelada (R$ 0,2939 por grama de amido) em 2015, queda de 41% frente ao de 2014, em termos nominais. Na mesma comparação, o preço médio da fécula caiu 31,2%, indo para R$ 1.169,65/t (R$ 44,66 por saca de 25 kg) no ano passado.

Em 2015, a média anual para a raiz de mandioca teve mais desvalorização que os da fécula e, como resultado, a relação entre o preço médio dos dois produtos aumentou 16,6% e a média do ano em 6,41. Este foi o melhor resultado desde 2006, de acordo com cálculos do Cepea.

No mercado de amidos, apesar do fraco desempenho da economia nacional, os elevados níveis de preços do amido de milho sustentaram as vendas de fécula para alguns setores industriais. Ainda assim, segundo dados do Cepea, o consumo de fécula no Brasil foi de 739,53 mil toneladas, inferior ao total produzido.

Fonte: Revista Globo Rural

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