Queijo do Marajó passa a ter certificação e poderá ser comercializado em outros Estados

A partir deste ano, o processo de produção do “queijo do Marajó” terá que passar por uma série de exigências e recomendações a fim de que o produto possa chegar com mais qualidade à mesa do paraense e, também, ao mercado consumidor de outros Estados.

Cristino Martins – Agência Pará de Notícias

Cristino Martins – Agência Pará de Notícias

Nesta quarta-feira, 6, às 18 horas, no auditório do Hangar – Centro de Convenções da Amazônia – o Governo do Estado, por meio da Secretaria Estadual de Agricultura (Sagri) e Agência de Defesa Agropecuária (Adepará), juntamente com o Serviço de Apoio à Micro e Pequenas Empresas (Sebrae-Pa), faz a entrega ao Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), do Protocolo de Produção do Queijo do Marajó, que descreve o processo produtivo e estabelece as normas que devem ser seguidas pelos produtores. Entre elas, estão qualidade da água utilizada, processo de ordenha de animais, condições de higiene dos locais de produção, transporte, armazenamento e até emissão de carteiras de saúde aos que trabalham diretamente no processo.

Após o parecer do Mapa e as devidas adequações que venham a ser solicitadas, o queijo do Marajó poderá ser comercializado em todo o território brasileiro. “É um avanço muito importante que trará benefícios sociais e econômicos e garantirá um alimento seguro ao consumidor. Tenho a convicção de que demos mais um grande passo para fortalecer nossa produção rural e reafirmar o queijo do Marajó como patrimônio cultural do Estado”, afirma o titular da Sagri, Hildegardo Nunes, que faz a entrega ainda do registro 001 ao primeiro estabelecimento oficialmente reconhecido como produtor artesanal do queijo do Marajó, que é de propriedade do senhor Carlos Augusto Nunes Gouveia, da fazenda Mironga, no município de Soure.

Protocolo – O documento começou a ser elaborado no ano passado numa parceria da Sagri com a Adepará, Sebrae/PA e consultoria Dzetta, sendo amplamente discutido com outras instituições afins, como Delegacia Federal de Agricultura (DFA/PA), Secretaria de Saúde do Estado (Sespa), Universidades Federais do Pará (UFPA) e Rural da Amazônia (Ufra), Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), Ministério Público Estadual,  além de  participação expressiva de produtores de queijo do Marajó.

O protocolo busca regularizar a produção do queijo do Marajó e colocar em prática o dispositivo da Lei Estadual de Produtos Artesanais (Lei 7.565, de 25/10/2011). O documento foi alvo de estudos, discussões e reuniões, tendo sido finalizado em dezembro passado.

Com a regularização e adequação às normas do Protocolo, o produtor de queijo do Marajó receberá um selo de origem para que o produto seja identificado geograficamente e possa ser comercializado em todo o Pará. Após o parecer do Mapa, o queijo do Marajó poderá ser comercializado também além das fronteiras do Estado.

Produtores – Sagri, Sebrae e Adepará já começaram a fazer a capacitação dos produtores. Os que participaram das discussões desde o início dos estudos tiveram prioridade. Uma decisão importante do grupo de estudos é de que a cidade de Soure, no Marajó, seja o pólo das ações junto aos produtores.

O órgão responsável por receber as propostas dos produtores e indicar as adequações necessárias para cada negócio é a Adepará. Os interessados em obter a certificação do seu produto devem dar entrada com um pedido formal junto à Agência. “A Adepará agora terá o papel fundamental de legalização e regularização de todos os estabelecimentos que têm produção artesanal, começando com o queijo do Marajó. Estamos trabalhando e montando agendas de trabalho para que possamos certificar e legalizar os produtores o mais rápido possível”, ressalta Sálvio Freire, diretor operacional do órgão.

O Sebrae trabalha na estruturação do projeto de qualificação dos produtores do queijo do Marajó.

 

Fonte:

Texto: Tânia Monteiro – Ascom/ Sagri

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Rodrigo Fraoli – CEO Ruralbook / Designer / Especialista em MKT Digital para o Agronegócio.

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