Soja brasileira sobe forte com volta da China

Alta de 0,76% em Chicago, além da forte presença da China, impulsionaram as cotações

Segundo apurou a pesquisa diária do Cepea (Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada, da USP), os preços da soja no mercado físico brasileiro fecharam a quinta-feira (05.12) com preços médios da soja nos portos do Brasil sobre rodas para exportação subindo forte em 1,65%, para a média de R$89,70/saca (contra R$89,24/saca do dia útil anterior).

“A queda de 0,30% do Dólar no Brasil foi superada pela alta de 0,76% em Chicago, além da forte presença da China, que comprou dois cargos de soja brasileira permitindo que os preços no mercado físico brasileiro, oferecidos pelos compradores sobre rodas nos portos do sul do Brasil ou seus equivalentes em outros estados registrassem expressiva alta”, explicam os analistas da T&F Consultoria Agroeconômica.

No interior o preço médio também foi positivo, mas subiu menos, cerca de 0,54%, para R$83,98/saca (contra R$ 83,53 dia anterior). O mercado físico, os preços permaneceram inalterados. No Rio Grande do Sul, as indústrias continuaram com preços mais firmes do que a exportação e pagaram R$ 86,50 em Passo Fundo, enquanto o preço do porto se mantinha em R$ 90,00/saca.

No Paraná o mercado continuou pagando R$ 80,00/saca no balcão para o agricultor, R$ 86,00 no mercado disponível de lotes em Ponta Grossa (quatro reais/saca a mais do que o dia anterior), mas pagou no porto R$ 88,00 porto para meados de janeiro (ontem era para dezembro). O mercado futuro também recuou mais um real/saca para R$ 86,00 (4 a mais do que o dia anterior) em Ponta Grossa para abril/maio.

Ainda de acordo com a T&F Consultoria Agroeconômica, a margem de esmagamento da indústria chinesa de soja melhorou mais 5 dólares/tonelada, para US$ 30/t. A China comprou dois cargos de soja brasileira. No front norte-americano, as notícias continuam positivas, exatamente como há um ano.

AGROTEMPO

Os mapas climáticos, aponta a ARC Mercosul, trazem a confirmação de um padrão bem mais úmido para 85% da área sojicultora brasileira e paraguaia, enquanto que a seca se expande para a Argentina e o Rio Grande do Sul: “Nestes próximos 5 dias são esperados totais pluviométricos acumulados entre 20-70mm para o Paraná, São Paulo, Mato Grosso do Sul, Mato Grosso, Goiás, Minas Gerais, oeste da Bahia, sul do Piauí, todo o Tocantins, toda a Rondônia e o Paraguai”.

“A rodada extra de chuvas irá manter os níveis de umidade do solo em patamares adequados para um bom desenvolvimento vegetal em dezembro. Por outro lado, produtores do centro argentino já enfrentam quase 3 semanas de estiagens, devendo enfrentar mais 10 dias, pelo menos. No Rio Grande do Sul, a falta de precipitações não é vista com grande alarde por enquanto, uma vez que ainda há umidade disponível”, concluem os analistas da ARC Mercosul.

Fonte: Agrolink

 

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