Top Brands Quality mostra o que os produtores pensam das empresas

Você sabe exatamente o que o seu consumidor pensa sobre você? Esta é uma pergunta difícil de ser respondida. Obter uma resposta, porém, ainda que limitada a alguns aspectos, pode ajudar a posicionar uma empresa no mercado onde atua e apontar caminhos para sedimentar sua participação.

Pensando nessa questão, a Revista Rural decidiu aprofundar seu conhecimento sobre a forma como o consumidor enxerga as principais empresas que atuam no agronegócio. Assim, um novo trabalho, realizado de forma pioneira pela publicação, resultou num estudo que a publicação divide com seus leitores a parceiros a partir de agora. Trata-se do “Top Brands Quality”, uma pesquisa onde o produtor tem a oportunidade de avaliar e dar notas as empresas que atuam neste segmento, em 20 quesitos, divididos em duas categorias distintas: “Imagem” e “Ação”.

Na categoria “Imagem”, o consumidor pôde avaliar a empresa quanto a credibilidade, tradição, solidez, confiabilidade de seus produtos, simpatia, parceria, inovação, criatividade, tecnologia e pesquisa.

Na categoria “Ação”, o consumidor julgou quanto a comunicação com os clientes, comunicação corporativa, redes sociais, ações de marketing, website, proximidade com o cliente, produção de conteúdo audiovisual, produtos inovadores, portfólio de produtos e pós-venda.

Além das notas individuais de cada empresa, o estudo aponta também as empresas que se destacaram em cada um dos quesitos avaliados pelo produtor, criando um ranking para cada um deles.

Durante a elaboração do Top of Mind deste ano, foram enviados questionários especiais, que continham formulários para a avaliações do Top Brands Quality. Eles foram mandados através de e-mail, exclusivamente para leitores da Revista Rural. As notas foram dadas de zero a dez. Os números divulgados no trabalho correspondem a média das notas atribuídas a cada um dos quesitos.

Os entrevistados foram orientados a não avaliar empresas que eles julgavam não conhecer ou conhecer pouco. Mesmo assim, decidiu-se descartar avaliações com notas muito discrepantes, exageradamente positivas ou exageradamente negativas. Só foram consideradas aptas a serem submetidas a análise dos resultados as empresas que conseguiram pelo menos 50 avaliações completas. “Ao contrário da outra vez em que realizamos este trabalho, decidimos não limitar a participação no Top Brands Quality às empresas que tiveram resultado positivo no Top of Mind. Nosso objetivo era justamente tentar descobrir a percepção que o consumidor do agro tem sobre as empresas que atuam no segmento, não apenas as mais famosas e tradicionais”, afirma o diretor de Redação da Revista Rural e coordenador do trabalho, Flávio Albim. Ele lembra que as outras duas pesquisas realizadas há mais de duas década pela editora, ajudam a avaliar a eficiência do trabalho de marketing realizado pelas empresas. “É uma contribuição importante que damos ao setor e nos orgulhamos muito disso”. Albim ressalva, entretanto, que não é objetivo desta nova pesquisa apontar qual a melhor empresa, ou se uma é melhor do que a outra, mas sim identificar quais são os pontos fortes de cada empresa e o que faz dela uma campeã no agronegócio. 

“Seria leviano fazer um comparação entre elas de forma generalizada, até mesmo porque são empresas de ramos de atividade muito distintos. Em alguns desses setores a solidez e a credibilidade são fatores fundamentais, em outros o investimento em pesquisa e desenvolvimento tecnológico merecem maior peso e existem até aqueles setores onde a proximidade com o cliente e a simpatia tem papel significativo. De qualquer modo, o resultado obtido nos deu interessantes parâmetros para avaliar a percepção que o público tem das empresas”, explica o diretor da Revista Rural.

De acordo com ele, os números permitem identificar, por exemplo, onde a empresa vem tendo melhor desempenho, se na sua ação no mercado ou no cultivo de sua imagem, ou então quais são seus pontos fortes e os que devem ser trabalhados. “Há empresas que vão muito bem na parte da imagem, com forte avaliação em tradição e solidez, mas deixam a desejar em tecnologia e pesquisa. Dependendo do ramo em que ela atua isso pode comprometer seu sucesso no futuro. 

Outras vão bem no desenvolvimento de novos produtos, em assistência técnica, mas não conseguem passar uma imagem simpática ao consumidor, o que pode dificultar na hora de competir por espaço no mercado para o seu produto, mesmo ele sendo tão bem avaliado. Ou seja, são diversos fatores a serem analisados, individualmente e no todo, para poder se chegar a uma conclusão”, exemplifica, dizendo que “o mais indicado é que, de posse destes dados, cada empresa faça sua própria análise e decida o que pode ou deve ser feito”, recomenda.

Algumas conclusões mais gerais, porém, já mostram alguns aspectos interessantes do trabalho. Entre as instituições financeiras participantes do Top Brands Quality, itens como confiabilidade, tradição e solidez tiveram maior importância na avaliação dos consumidores. Já ente as empresas voltadas para a proteção de cultivos, itens como inovação, criatividade, tecnologia e pesquisa apresentaram maior preponderância. Para as indústrias de máquinas a eficiência e qualidade dos produtos na aplicação direta no campo falaram mais alto. Já entre as empresas que atuam na área de pecuária, tanto de produtos veterinários quanto de nutrição animal, itens como parceria, proximidade com o cliente tiveram peso nas avaliações.

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