Você se atreve a plantar abóbora com trigo?

O INTA de Hilario Ascasubi/Buenos Aires (Instituto Nacional de Tecnologia Agropecuária de Hilario Ascasubi) conduziu um experimento obtendo 3.976 kg de trigo e 36.350 kg de abóbora híbrida Tetsukabuto por hectare. Os técnicos consideram uma excelente opção como lavoura de serviços e extensão do período produtivo.

De acordo com um artigo publicado por Patricio Varela e Juan Pablo D’Amico membros do INTA Hilario Ascasubi, o consórcio de trigo-abóbora permiti estender o período de produção da área ocupada mais de 10 meses, fazendo uso máximo do solo e a infra-estrutura de irrigação. O controle de plantas daninhas realizadas pelo trigo possibilitou dispensar a intervenções de capina ou pulverização durante o ciclo da abóbora e todas as práticas foram realizadas com o maquinário disponível no mercado.

Para analisar a viabilidade dessa alternativa de manejo, os técnicos avaliaram a técnica do consórcio de trigo-abóbora sob SPD (Sistema de Plantio Direto) analisando a dotação de recursos envolvidos no ciclo completo.

A cobertura do solo possuía resíduos de culturas e culturas de cobertura o que retarda o aparecimento de ervas daninhas durante a fase inicial da próxima colheita. Dado o espaçamento entre as linhas de cultivo de abóbora, é possível reconciliar os ciclos de produção de modo que a cultura de cobertura seja usada como cultura, dando origem ao plantio em faixas.

A experiência consistiu na realização de um consórcio de trigo-abóbora, para analisar a oferta de insumos e as possíveis condições tecnológicas da prática. No cultivo do trigo, a secagem foi executada no estádio de espigamento, com o glifosato sendo usado em 54% da superfície, distribuídos em tiras de 2,1 m para a plantação da abóbora Tetsukabuto. O rendimento de trigo foi de 3.976 kg ha-1 e o rendimento de abóbora Tetsukabuto foi de 36.350 kg ha-1.

 

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O consórcio permitiu estender o período produtivo da superfície ocupada a mais de 10 meses, atingindo o máximo aproveitamento do solo e infraestrutura de irrigação. O controle de ervas daninhas realizadas pelo trigo tornou possível dispensar intervenções de capina ou pulverização durante o ciclo da abóbora. O maquinário disponível no mercado era adequado para realizar o trabalho durante todo o ciclo, sem necessidade de modificações ou adaptações.

A prática de consorciação de culturas em faixas, com espécies de ciclos diferentes é muito desatualizados, confere grande flexibilidade ao sistema de tomada de decisão. Oferece a possibilidade de optar por diferentes estratégias produtivas diante de diversas mudanças em diferentes cenários (preços, climáticos, sanitários).

Tradução Natacha do Amaral

Fonte: Infocampo

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