Agricultores europeus protestam contra acordo UE-Mercosul: entenda os motivos

Produtores da União Europeia pressionam governos enquanto o agro brasileiro vê oportunidades estratégicas.

Imagem criada por IA.

O acordo UE-Mercosul voltou ao centro do debate internacional, acima de tudo por causa dos protestos de agricultores europeus contra sua possível ratificação. Na Europa, produtores rurais, sindicatos agrícolas e governos discutem os impactos do tratado, ao passo que o agronegócio brasileiro observa avanços comerciais relevantes, especialmente em acesso a mercados e competitividade global.

O principal motivo da insatisfação dos agricultores europeus com o acordo UE-Mercosul está ligado à concorrência direta com países como Brasil, Argentina, Uruguai e Paraguai. Na visão desses produtores, o tratado facilitaria a entrada de produtos agropecuários sul-americanos a custos mais baixos, como resultado de condições produtivas distintas, clima favorável e escala de produção. Além disso, há críticas quanto às exigências ambientais impostas pela União Europeia, consideradas rígidas internamente, apesar de não serem cobradas com a mesma intensidade dos parceiros do Mercosul.

Outro ponto sensível envolve subsídios agrícolas. Agricultores europeus dependem fortemente de políticas de apoio estatal, assim como de preços mínimos. No entanto, temem perder competitividade frente ao agro brasileiro, que evoluiu tecnicamente e produz em larga escala com custos reduzidos. Com efeito, protestos têm ocorrido em países como França, Bélgica e Espanha, pressionando lideranças políticas a reverem o acordo.

Para o Brasil, o cenário é diferente. O acordo UE-Mercosul favorece o agronegócio brasileiro com o intuito de ampliar exportações de carne, soja, milho, açúcar e etanol, bem como produtos industrializados do agro. Ainda assim, o setor produtivo nacional entende que o tratado fortalece a imagem do Brasil como fornecedor estratégico de alimentos, antes de tudo em um mundo que demanda segurança alimentar.

Em suma, a resistência europeia reflete disputas internas e proteção de mercado, enquanto o Brasil ganha espaço, previsibilidade comercial e novas oportunidades. O desafio, portanto, está em equilibrar competitividade, sustentabilidade e diplomacia comercial.

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Fontes:
Exame / Comissão Europeia / Organizações Agrícolas da UE

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