É pauta nos portais internacionais:
O portal UKR Agro Consult, da Ucrânia, publicou em 7 de julho de 2025 que a área plantada com soja no Brasil deve chegar a 49,1 milhões de hectares na safra 2025/26, um crescimento de 3% sobre o ciclo anterior, conforme relatório do Departamento de Agricultura dos EUA (FAS).
A produção foi revisada para 176 milhões de toneladas, apoiada por clima mais estável, demanda global aquecida e maior produtividade. O estudo também destaca o debate sobre a Moratória da Soja, que pode ser flexibilizada e impulsionar ainda mais a expansão a partir de 2026.
O FAS, em seu relatório de 1º de julho, disse que a produção de soja deve seguir o mesmo caminho e subir para 176 milhões de toneladas em 2025-26, revisada para 3 milhões de toneladas a mais do que seu relatório anterior e acima dos 169,5 milhões de toneladas em 2024-25.
“Esse aumento é impulsionado principalmente pela expansão da área plantada de soja, apoiada pela alta demanda global, clima estável com uma temporada de El Niño e um aumento na produtividade em comparação aos anos anteriores e atuais”, disse o FAS.
A FAS projeta que o rendimento médio nacional no Brasil atingirá 3,58 toneladas/hectare durante 2025-26, principalmente devido às condições climáticas mais favoráveis em comparação à recente temporada climática El Niño, que também trouxe características climáticas posteriores para o ano atual.
À medida que a área e a produção continuam a atingir níveis recordes, o FAS disse que fontes no Brasil estão sugerindo que o fim ou mais flexibilidade da Moratória da Soja poderia levar a uma expansão significativa da área plantada de soja a ser reportada em 2026.
A Moratória da Soja é um acordo estabelecido em 2006 por grandes comerciantes de soja, organizações ambientais e o governo brasileiro para impedir a venda de soja cultivada em terras desmatadas no bioma Amazônia após julho de 2008. O objetivo é controlar o desmatamento causado pela expansão da soja.
Diversas partes interessadas — incluindo associações do agronegócio, membros da Bancada Ruralista e algumas empresas comerciais — têm defendido o fim ou a flexibilização da Moratória da Soja. Segundo a FAS, elas têm argumentado que a política restringe injustamente o desenvolvimento econômico na região amazônica e contraria a legislação brasileira sobre o tema.
O FAS manteve sua projeção original para as exportações de soja para 2024-25 em 108,3 milhões de toneladas. Dados do mercado mostram que o Brasil exportou 16,9 milhões de toneladas de soja para a China durante o primeiro trimestre de 2025, um aumento de quase 7% em relação aos 15,8 milhões de toneladas exportadas no mesmo período em 2024.
O FAS revisou sua previsão de exportações de soja para 2025-26 para 114 milhões de toneladas, um aumento de 1,7% em relação à estimativa original de 112 milhões de toneladas.
A produção de soja no Brasil deve atingir 58 milhões de toneladas em 2025-26, em comparação com 57 milhões de toneladas no ano anterior e 55,8 milhões de toneladas em 2023-24. Essa expansão reflete a demanda por farelo de soja para ração animal pelas grandes indústrias de proteína do Brasil, bem como a obrigatoriedade do biodiesel B15 pelo governo, prevista para entrar em vigor entre 2025 e 2026, o que impulsiona a demanda por óleo de soja como matéria-prima essencial, observou o FAS.
“Dados recentes de consumo interno indicam que a indústria brasileira de soja está se tornando mais verticalmente integrada, com maior valor agregado internamente, em vez de depender exclusivamente da exportação de soja in natura”, afirmou o FAS. “Como resultado, o complexo soja (grãos, farelo e óleo) desempenha um papel cada vez mais crucial na atividade econômica interna do Brasil, conectando a agricultura com as cadeias de produção de energia (biodiesel) e alimentos.”
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Urk Agro consult
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