Brasil e Portugal articulam acelerar o Acordo Mercosul União Europeia, um passo estratégico para o agronegócio brasileiro.

O acordo entre o Mercosul e a União Europeia voltou a se consolidar como um dos principais temas da diplomacia global, pois Brasil e Portugal expressaram, nesta terça-feira (13), seu compromisso de acelerar a implementação do tratado comercial entre o Mercosul e a União Europeia, que deverá ser formalmente assinado já no dia 17 de janeiro no Paraguai. O Brasil, protagonista nas negociações que duraram quase 25 anos, tem sido escolhido como pivô dessa articulação por sua força econômica, estratégica e por seu papel fundamental no agronegócio global — além de contar com aliados europeus, como Portugal, apoiando sua agenda comercial e multilateral.
Antes de mais nada, é preciso entender o motivo pelo qual o Brasil foi um dos países centrais no acordo Mercosul-União Europeia. O país consolidou ao longo de décadas um papel de liderança dentro do bloco do Mercosul — composto também por Argentina, Paraguai e Uruguai — graças à sua participação dominante em exportações agrícolas e produtos básicos. Além disso, Brasília trabalhou intensamente para construir consenso interno no bloco e articulou com países europeus favoráveis à conclusão do tratado, como Portugal, Alemanha e Espanha, a fim de que o acordo fosse aprovado após mais de duas décadas de negociação.
Antes de mais nada, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva conversou por telefone com o primeiro-ministro de Portugal, Luís Montenegro, celebrando a aprovação do acordo e concordando em trabalhar conjuntamente para que as regras entrem em vigor o mais rápido possível. Para ambos, trata-se de uma demonstração de defesa do multilateralismo e do livre comércio em um momento histórico para a economia global.
O Brasil foi escolhido como protagonista nesse processo por vários motivos. Primeiramente, é uma das potências agrícolas mais relevantes do mundo, com produtos como soja, carne e açúcar no centro do comércio internacional. Seu desempenho nos mercados globais dá ao país legitimidade e peso geopolítico para ser a ponte entre o Mercosul e o bloco europeu. Além disso, a parceria histórica com Portugal — e, por extensão, com o restante da União Europeia — facilita negociações diplomáticas e alinhamentos estratégicos que favorecem Brasília na condução do tratado.
No entanto, o texto ainda precisa passar por processos de internalização e ratificação nos países signatários, o que significa que a tarefa ainda não está concluída. Ainda assim, o panorama aponta que, ao final, o acordo poderá criar um mercado de cerca de 700 milhões de consumidores, com impacto direto nas cadeias produtivas do agro brasileiro e em outras indústrias.
Acima de tudo, o avanço do acordo Mercosul-União Europeia representa uma grande oportunidade para o agronegócio brasileiro, pois abre portas para exportações mais competitivas e consolida o Brasil como ator chave nos mercados globais. A atuação estratégica de Brasília — com o apoio de aliados como Portugal — mostra que o país não apenas produz bens essenciais, mas também tem capacidade diplomática e política para defender os interesses de seus produtores rurais em negociações multilaterais.
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Fontes
Agência Brasil / O Dia / Canal Rural
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Jornalismo Ruralbook
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