Projeto ligado à exploração de bauxita em Rondon do Pará pode impulsionar economia regional.

O investimento de US$ 2,5 bilhões em alumínio no Pará foi anunciado após a aquisição da Companhia Brasileira de Alumínio (CBA) por uma joint venture liderada pela gigante chinesa Chinalco, com participação da Rio Tinto. O projeto envolve, sobretudo, a exploração de bauxita no município de Rondon do Pará, com potencial estimado de até 4,5 milhões de toneladas anuais. A negociação ocorreu recentemente e marca a entrada estratégica do grupo chinês no mercado latino-americano, a fim de garantir acesso a matéria-prima essencial para a indústria global.
Mega investimento reforça presença internacional no Pará
Antes de mais nada, o movimento empresarial representa uma das maiores transações do setor de alumínio no Brasil em mais de uma década. A Chinalco, reconhecida mundialmente pela escala de produção, assumirá o controle da joint venture que adquiriu participação majoritária na CBA, ampliando sua presença global na cadeia de mineração e processamento do alumínio.
Além disso, o projeto denominado “Rondon” surge como ativo estratégico por causa da disponibilidade de bauxita na região, matéria-prima essencial para a indústria. Esse empreendimento, a princípio, exige elevado volume de capital e tecnologia, fatores que a nova controladora pretende aportar com o propósito de expandir a produção mineral e verticalizar operações que vão da extração até a fundição.
A Chinalco, amplamente reconhecida como a maior empresa de alumínio do mundo em termos de produção e capacidade, e a Rio Tinto concluíram a aquisição da CBA (Companhia Brasileira de Alumínio), avaliando a maior produtora de alumínio da América Latina em R$ 10,7 bilhões em enterprise value, conforme fontes próximas ao negócio informaram ao site Brazil Journal.
O acordo foi concretizado por meio de uma joint venture (JV) formada pelas duas empresas, que será controlada pela Chinalco.
A posição detida pela Votorantim foi avaliada em R$ 4,7 bilhões de equity value, totalizando um valor de R$ 6,8 bilhões para toda a CBA. O enterprise value final da transação chegou a R$ 10,7 bilhões, refletindo um múltiplo EV/EBITDA para 2026 em torno de 6x.
Esse negócio é a maior transação no setor de alumínio do Brasil nos últimos 15 anos. A negociação mais significativa anterior foi registrada em 2010, quando a Hydro adquiriu os negócios de alumínio da Vale por US$ 5 bilhões.
Fonte: Expernews
Impactos regionais e reflexos para o setor produtivo
Ao mesmo tempo, o anúncio provocou forte repercussão em Rondon do Pará, já que o investimento bilionário pode gerar movimentação econômica e logística relevante. O projeto de extração tem potencial de produção anual de milhões de toneladas de bauxita, consolidando o município como polo mineral estratégico.
Ainda assim, analistas destacam que a atividade extrativista, embora relevante, exige planejamento para ampliar a agregação de valor local e evitar que a riqueza mineral resulte apenas em exportação primária. Como resultado, o debate sobre industrialização e desenvolvimento regional ganha força entre lideranças econômicas.
Em suma, o investimento internacional fortalece o protagonismo do Pará na cadeia global de minerais estratégicos e pode gerar novas oportunidades logísticas, industriais e de empregos. Ainda mais, o avanço desse projeto levanta uma questão essencial para o agro e para a economia regional: como transformar recursos naturais em desenvolvimento sustentável e competitivo de longo prazo.
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Fonte
Exper News / DOL
“Essas fontes foram utilizadas para garantir uma abordagem precisa e detalhada da matéria.
Jornalismo Ruralbook
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