Sistema intensivo de terminação ganha espaço na região, melhora o desempenho dos animais e amplia a eficiência das fazendas durante o período seco.

A pecuária de corte em Rondon do Pará tem encontrado no confinamento uma importante estratégia para elevar a produtividade e garantir animais terminados com maior eficiência. O sistema intensivo, que alia nutrição balanceada, manejo técnico e planejamento, vem permitindo aos produtores reduzir o tempo de engorda, padronizar lotes e atender um mercado cada vez mais exigente por qualidade da carne. A reportagem do programa Giro do Boi mostrou como propriedades da região têm investido na tecnologia para aumentar a rentabilidade da atividade.
Confinamento melhora desempenho do rebanho
O confinamento deixou de ser apenas uma alternativa para enfrentar a escassez de pastagens durante a seca e passou a fazer parte da estratégia de produção de diversas fazendas do Sudeste do Pará. Na Fazenda Milton Arantes, em Rondon do Pará, a estrutura de confinamento abriga 1.650 bovinos na fase final de terminação, demonstrando o avanço da intensificação da pecuária na região.
Os resultados comprovam a eficiência do sistema. O lote apresentado pelo programa Giro do Boi alcançou média de 21,2 arrobas por animal, desempenho considerado um marco para a pecuária moderna de ciclo curto no Norte do Brasil. O uso estratégico do cocho otimiza o giro de estoque da fazenda, eleva a taxa de desfrute do rebanho e preserva as áreas de pastagem durante o período de transição entre as estações, liberando espaço para a entrada de novos lotes de recria.
Para a indústria frigorífica de Marabá, o confinamento também representa ganhos em qualidade. Os animais entregam carcaças pesadas, com excelente rendimento na linha de desossa, além de apresentarem uma camada de gordura uniforme, considerada ideal para preservar a suculência, a maciez e a coloração da carne durante o processamento e a comercialização.
Além do desempenho produtivo, o confinamento permite maior controle sanitário, padronização dos lotes e melhor planejamento da comercialização, fatores que contribuem para aumentar a rentabilidade do pecuarista e fortalecer a competitividade da bovinocultura de corte paraense.
Tecnologia e gestão fazem a diferença
A adoção de tecnologias nutricionais e o uso de indicadores de desempenho têm permitido aos pecuaristas acompanhar diariamente o ganho de peso, consumo alimentar e conversão da dieta.
Segundo especialistas, propriedades que trabalham com planejamento conseguem aproveitar melhor as oportunidades do mercado, comercializando animais em momentos mais favoráveis e mantendo regularidade na oferta ao frigorífico.
Outro benefício é a maior utilização das áreas de pastagem. Enquanto parte do rebanho permanece confinada na fase final de terminação, as áreas de pasto ficam disponíveis para categorias mais jovens, aumentando a produtividade da fazenda como um todo.
Pecuária mais competitiva no Pará
O avanço do confinamento acompanha o processo de intensificação da pecuária brasileira. No Pará, estado que possui um dos maiores rebanhos bovinos do país, a tecnologia vem sendo adotada por produtores que buscam maior eficiência econômica, redução do ciclo produtivo e melhoria da qualidade das carcaças.
Em Rondon do Pará, o modelo demonstra que é possível produzir mais carne em menor área, com gestão eficiente e investimentos em nutrição, reforçando a competitividade da pecuária regional.
A tendência é que o sistema continue crescendo nos próximos anos, impulsionado pela necessidade de produzir com maior eficiência, sustentabilidade e rentabilidade.
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Fontes:
Giro do Boi / Canal Rural
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