Caminhões de MT enfrentam congestionamento crítico no acesso ao porto paraense.

A fila de 25 km em Miritituba voltou a acender o alerta no setor produtivo nesta semana, quando centenas de carretas carregadas com soja de Mato Grosso ficaram paradas na BR-163, no sudoeste do Pará, a caminho dos terminais portuários do distrito de Miritituba, em Itaituba. O congestionamento se formou por causa do alto fluxo de cargas em plena safra 2025/26, além de restrições operacionais nos acessos aos portos do Arco Norte. Produtores, transportadores e tradings relatam atrasos, aumento de custos e insegurança logística justamente no momento mais estratégico do escoamento.
Antes de mais nada, é preciso destacar que o corredor da BR-163 se consolidou como rota fundamental para o escoamento da soja de Mato Grosso rumo aos portos paraenses. No entanto, o avanço da produção acima de tudo exige infraestrutura compatível, o que ainda não ocorre na mesma proporção. Assim que o volume de caminhões cresce, formam-se longas filas, como se o sistema operasse constantemente no limite.
Além disso, o pico da colheita pressiona os pátios de triagem e os terminais portuários, ao passo que as janelas de embarque precisam ser cumpridas. Como resultado, motoristas enfrentam dias de espera, elevando custos com frete, combustível e diárias. Ainda que investimentos tenham sido realizados nos últimos anos, o gargalo logístico permanece evidente, sobretudo em períodos de maior movimentação.
Com efeito, o Arco Norte ganhou protagonismo por reduzir distâncias até mercados internacionais. Ainda assim, a repetição de congestionamentos levanta a pergunta que não quer calar: é mesmo bom para o agronegócio depender de uma estrutura que trava justamente quando o produtor mais precisa? Em suma, a competitividade do agro brasileiro passa, inevitavelmente, por obras estruturantes, organização de fluxo e planejamento integrado entre iniciativa privada e poder público.
O produtor faz sua parte dentro da porteira. Portanto, cabe ao Estado e aos operadores logísticos garantir previsibilidade, eficiência e segurança no escoamento, a fim de que o Brasil mantenha sua posição estratégica no comércio global de grãos.
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Fonte:
Jornal O Pioneiro / AgRural / Conab
“Essas fontes foram utilizadas para garantir uma abordagem precisa e detalhada da matéria.”
Jornalismo Ruralbook
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