Operação atinge assentamento no sul do estado e reacende debate sobre produção legal e responsabilidade ambiental.

A multa por pecuária ilegal no Pará voltou ao centro do debate agroambiental após o Ibama aplicar mais de R$ 111 milhões em penalidades, no sul do estado, contra atividades desenvolvidas dentro de um assentamento rural. A ação ocorreu nos últimos dias, como resultado de fiscalizações que identificaram criação irregular de gado em áreas embargadas, a princípio destinadas à reforma agrária. O órgão ambiental aponta que a atividade avançou por causa do desmatamento ilegal, ainda que sob diferentes responsáveis, o que motivou autos de infração, apreensões e embargos.
Segundo o Ibama, a operação teve como foco coibir a ocupação irregular e o uso indevido da terra pública, com o propósito de conter novos danos ambientais. Além disso, foram identificados vínculos entre a pecuária e áreas já autuadas anteriormente, o que, com efeito, elevou o valor das multas aplicadas.
No entanto, o episódio reacende uma discussão sensível para o agronegócio: a diferença clara entre o produtor que atua dentro da lei e práticas ilegais que, ainda assim, acabam manchando a imagem de todo o setor. Acima de tudo, entidades do agro reforçam que a produção pecuária brasileira, quando regularizada, segue critérios técnicos, ambientais e econômicos rigorosos.
Ao mesmo tempo, especialistas alertam que falhas na gestão fundiária e na titulação contribuem para conflitos recorrentes, a fim de que áreas destinadas à reforma agrária não sejam desviadas de sua finalidade. Assim sendo, o combate à ilegalidade precisa caminhar junto com políticas públicas eficientes, orientação técnica e segurança jurídica ao produtor rural.
Em suma, a multa por pecuária ilegal no Pará evidencia a necessidade de separar, com toda a certeza, quem produz corretamente de quem atua à margem da lei. O fortalecimento do agro passa, ainda mais, pela legalidade, planejamento e informação de qualidade.
Por isso, convidamos o leitor a conhecer a plataforma Fazenda Planejada, com cursos, e-books e livros voltados à gestão, regularização e sustentabilidade da propriedade rural, a fim de produzir bem e dentro da lei.
Fontes:
Tapajós de Fato / Pará Terra Boa / Ibama
“Essas fontes foram utilizadas para garantir uma abordagem precisa e detalhada da matéria.
Jornalismo Ruralbook
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