Alta nos atrasos do crédito rural impacta lucro e acende alerta no setor produtivo.
A inadimplência do agro voltou ao centro do debate econômico após o balanço do Banco do Brasil indicar alta nos atrasos do crédito rural pelo décimo trimestre consecutivo. O resultado foi divulgado nesta semana e mostrou queda de 45% no lucro da instituição em 2025, impactada, sobretudo, pelas provisões maiores para perdas no setor agropecuário. A princípio, o banco atribui o cenário à combinação de preços pressionados, custos elevados e eventos climáticos adversos que afetaram produtores em diversas regiões do país.
A deterioração dos indicadores ocorre em meio a um ciclo desafiador no campo. Por causa da queda nas margens em culturas como soja e milho, muitos produtores enfrentaram dificuldades para honrar compromissos financeiros, ainda que parte relevante do setor mantenha histórico sólido de pagamento. Assim sendo, o aumento da inadimplência do agro não reflete todo o setor, mas acende um sinal de atenção.
Além disso, o Banco do Brasil ampliou provisões e revisou projeções para 2026, ao passo que reforça a estratégia de renegociação e reestruturação de dívidas. Com efeito, a instituição afirma que atua de forma próxima aos produtores, com o propósito de preservar a capacidade produtiva e evitar retração maior no crédito rural.
No entanto, especialistas ponderam que o cenário exige cautela. A elevação do custo financeiro, combinada à volatilidade das commodities, pressionou o fluxo de caixa em diversas cadeias. Ainda assim, o agro brasileiro mantém fundamentos robustos, como produtividade elevada e forte demanda externa.
Em suma, o desafio está em equilibrar risco e oferta de crédito, a fim de que o produtor continue investindo. Acima de tudo, é preciso questionar: esse movimento é estrutural ou conjuntural? Para o setor produtivo, a resposta será decisiva na próxima safra.
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Fontes:
The Agribiz / Compre Rural / G1
“Essas fontes foram utilizadas para garantir uma abordagem precisa e detalhada da matéria.”
Jornalismo Ruralbook
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