Indústria do Ceará investe para construir primeira fábrica de ração na região Norte

Nova unidade, em Paragominas (PA), recebeu aporte de R$ 50 milhões

Após três anos de planejamento e execução, a Integral Agroindustrial, empresa cearense de nutrição animal, vai inaugurar amanhã sua primeira unidade fabril na região Norte do país. A nova planta, que ficará em Paragominas (PA), recebeu investimento de R$ 50 milhões, que a companhia obteve em financiamento do Banco da Amazônia.

A Integral tem a expectativa de que a planta eleve em 10% seu faturamento. Neste ano, a empresa prevê faturar R$ 600 milhões.

“A gente conhece a região [Norte] há algum tempo e tem acompanhado toda a transformação que ocorreu desde a entrada da agricultura”, conta Marcos Lima, diretor da empresa. A planta de Paragominas será a quarta da Integral, que tem fábricas também em Paulo Afonso (BA) e em Lindóia (SP), além da unidade matriz, em Fortaleza.

Até então, a empresa vinha atuando na região Norte somente via centro de distribuição, que ela abastecia com a produção do Ceará. A previsão, segundo Lima, é de que a produção na nova planta chegue a até 20 mil toneladas de rações nos próximos dois anos, o que representará cerca de 20% do volume total de produção da companhia.

Dentre os diferenciais da nova localização estão a abundância de matérias-primas e o acesso a mercados consumidores importantes do Norte do país, como Maranhão, Tocantins e Amazonas, destaca o executivo. Paragominas é o maior produtor de grãos no Pará. O município oferece fácil acesso às principais matérias-primas para produção de ração para o segmento pecuário, também forte na região.

A nova unidade também vai fabricar rações para pets, um dos principais mercados que a Integral quer atender na região. “Existe uma concentração muito baixa de indústrias produzindo ração para pets no Norte do país. Por isso, esse é um mercado que tem um potencial grande de volume e que tem uma concorrência interna menor do que a que a gente encontra em outras regiões”, afirma o diretor.

Outro segmento no radar da Integral na região Norte é o de piscicultura, que também consome farinhas de origem animal. De acordo com o executivo, a empresa “enxerga um potencial produtivo fantástico porque o Pará tem muitas reservas de água doce e uma piscicultura que precisa e pode ser fomentada”.

Na Bahia, a piscicultura já é o principal segmento de atuação da Integral, que também tem em seu portfólio produtos para a alimentação de equinos, aves e suínos. “A ração é o principal custo da piscicultura. A presença de uma fábrica regional pode fomentar essa atividade no Pará, Estado que tem características e potencial natural para essa atividade”, completa Lima.

Por: Globo Rural

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