Moratória da soja volta ao centro do debate e gera impasse no agro

Exportadoras deixam acordo histórico, impulsionadas por mudanças legais e discussão sobre sustentabilidade.

Imagem gerada por IA.

A moratória da soja — pacto que há quase 20 anos impede a compra de soja oriunda de áreas desmatadas na Amazônia pós-2008 — voltou ao foco do agronegócio em 2026 após exportadoras e tradings anunciarem sua saída do acordo. A decisão é atribuída à vigência de lei estadual que retira incentivos fiscais de participantes, ao mesmo tempo em que coloca em destaque debates sobre sustentabilidade, mercado e política pública no agronegócio brasileiro.

Antes de tudo, a saída das grandes exportadoras do pacto foi confirmada pelo governador de Mato Grosso. Segundo a autoridade, a Associação Brasileira das Indústrias de Óleos Vegetais (Abiove) comunicou formalmente que integrantes do grupo — incluindo importantes tradings — abandonaram a Moratória da Soja, acordo voluntário que impedia a compra de grãos de áreas desmatadas após julho de 2008.

Além disso, a mudança ocorre logo após a vigência da Lei nº 12.709/2024 em Mato Grosso, que barra acesso a benefícios fiscais a empresas signatárias de pactos privados que imponham exigências ambientais acima das previstas em lei, como a própria Moratória.

Ao mesmo tempo, parte do setor produtivo comemorou a decisão. Entidades ruralistas argumentam que o acordo privado tornou-se incompatível com o Código Florestal Brasileiro, penalizando produtores que cumprem integralmente a legislação ambiental.

No entanto, ambientalistas e organizações internacionais alertam que a saída das exportadoras pode enfraquecer um dos mecanismos mais eficazes de combate ao desmatamento da Amazônia, ameaçando compromissos ambientais e a imagem do setor nos mercados globais.

Em suma, esse momento representa um ponto de inflexão no debate entre sustentabilidade e competitividade do agro. Acima de tudo, é fundamental assegurar que decisões como essa tragam segurança jurídica ao produtor rural e não prejudiquem a reputação global da soja brasileira nos mercados mais exigentes.

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Fontes
G1 — Economia & Agronegócios / Notícias Agrícolas / Agência Brasil
“Essas fontes foram utilizadas para garantir uma abordagem precisa e detalhada da matéria.

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