MP do Frete trava no Senado e paralisação no Porto de Santos acende alerta para o agronegócio

Impasse no Senado sobre a MP do Frete leva caminhoneiros a protestos no Porto de Santos e acende alerta para possíveis impactos na logística e nas exportações do agronegócio brasileiro.

A nova paralisação de caminhoneiros registrada nesta segunda-feira (13) no Porto de Santos e em outros pontos do país tem como principal reivindicação a votação da chamada MP do Frete pelo Senado Federal antes que a medida provisória perca a validade nesta semana.

A proposta foi criada pelo governo federal para reforçar o cumprimento do piso mínimo do frete rodoviário e estabelecer mecanismos de fiscalização e punição para contratantes que descumprirem os valores estabelecidos pela Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT). A medida também busca oferecer maior segurança econômica aos caminhoneiros autônomos diante dos altos custos operacionais especialmente com diesel manutenção e pedágios.

O texto aprovado pela Câmara dos Deputados acabou encontrando resistência no Senado após a inclusão de uma anistia para multas aplicadas a participantes dos bloqueios de rodovias após as eleições de 2022. O impasse político travou a votação e aumentou a pressão da categoria.

A mobilização ganhou força no Porto de Santos considerado o principal corredor de exportação do agronegócio brasileiro. O complexo portuário é responsável por grande parte dos embarques de soja milho açúcar café e proteínas animais e qualquer redução no fluxo de caminhões pode gerar atrasos nas exportações e elevar os custos logísticos.

Para os caminhoneiros a demora na aprovação da MP mantém a insegurança sobre a remuneração do transporte de cargas e dificulta o planejamento financeiro da categoria. Já para o agronegócio o cenário preocupa pela forte dependência do modal rodoviário uma vez que mais de 60% das cargas brasileiras são transportadas por estradas.

Caso a medida provisória perca a validade sem votação o setor de transporte voltará às regras anteriores e a tendência é de ampliação das manifestações em diferentes regiões do país o que pode trazer novos impactos para a logística nacional e para o escoamento da produção agrícola.

Fontes:
CNN Brasil, G1, Senado Federal.

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