Estado cresce 6,7%, lidera a agricultura da Região Norte e ganha força nacional com grãos, açaí, cacau e outras cadeias estratégicas.
A produção agrícola do Pará alcançou R$ 38,38 bilhões em 2025, registrando crescimento nominal de 6,7% em relação ao ano anterior e o maior valor da série histórica da Pesquisa Agrícola Municipal (PAM), do IBGE. O desempenho colocou o estado na 9ª posição nacional e na liderança da Região Norte, reforçando o peso crescente do agro paraense na economia brasileira.
O Pará respondeu por aproximadamente 4,1% do valor da produção agrícola brasileira e por 52,3% de toda a produção agrícola em valor da Região Norte. Dessa forma, mais da metade da riqueza agrícola regional ficou concentrada no estado em 2025.
A nova análise divulgada pelo Sistema FAEPA/SENAR, com dados organizados pelo Observatório do Agro Paraense, mostra ainda a diversidade da produção estadual. O Pará lidera o Brasil em quantidade produzida de açaí, cacau, cupuaçu, mandioca e dendê. No dendê, a participação paraense chega a 97,2% da produção nacional; no açaí, a 92,9%; e no cupuaçu, a 84%.
Grãos já movimentam mais de R$ 11 bilhões
Além das culturas tradicionais da Amazônia, o avanço dos grãos mostra a consolidação de uma nova frente econômica no estado. O conjunto formado por soja, milho, arroz e feijão atingiu 7,22 milhões de toneladas e movimentou R$ 11,53 bilhões em 2025, segundo o levantamento da FAEPA.
Paragominas aparece como principal polo paraense da soja, enquanto Santana do Araguaia lidera no milho. Cachoeira do Arari se destaca no arroz e Capitão Poço, no feijão. Já entre outras cadeias importantes, Medicilândia lidera o cacau; Igarapé-Miri, o açaí; Tomé-Açu, o cupuaçu; Acará, a mandioca; Tailândia, o dendê; e Floresta do Araguaia, o abacaxi.
A soja, sozinha, alcançou cerca de R$ 8,4 bilhões em valor de produção, enquanto o açaí somou aproximadamente R$ 8,3 bilhões. O cacau chegou a R$ 6,2 bilhões e a mandioca, a R$ 4,3 bilhões, demonstrando que o resultado paraense não depende de uma única cultura.
Números fortalecem o agro paraense dentro e fora do estado
Os resultados ampliam os argumentos para atração de investimentos, melhoria da infraestrutura, expansão da armazenagem, industrialização e abertura de novos mercados. Além disso, o avanço dos grãos reforça a necessidade de investimentos em corredores logísticos capazes de acompanhar uma produção cada vez maior.
Para iniciativas de promoção e integração do setor, como a Rota do Grão, números dessa dimensão ajudam a demonstrar ao mercado o tamanho, a diversidade e o potencial comercial do agro paraense. São informações que também podem fortalecer apresentações institucionais, projetos comerciais, atração de parceiros e patrocinadores e, acima de tudo, o posicionamento do Pará entre os grandes estados agrícolas brasileiros.
Em suma, os R$ 38,38 bilhões registrados em 2025 representam mais do que um recorde financeiro. Os dados revelam um estado que combina culturas amazônicas nas quais já possui liderança nacional com a rápida expansão da agricultura de escala. O desafio agora é transformar crescimento produtivo em mais infraestrutura, agroindustrialização, renda e competitividade para quem produz no Pará.
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Principais números
- R$ 38,38 bilhões: valor da produção agrícola do Pará em 2025;
- 6,7%: crescimento nominal em relação a 2024;
- 9ª posição: colocação do Pará entre os estados brasileiros;
- 1º lugar da Região Norte: maior economia agrícola regional;
- 7,22 milhões de toneladas: produção de soja, milho, arroz e feijão;
- R$ 11,53 bilhões: valor movimentado pelo agregado desses quatro grãos;
- Liderança nacional: açaí, cacau, cupuaçu, mandioca e dendê.
Fontes
IBGE / Sistema FAEPA-SENAR / O Liberal
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