A gestão define resultados e separa tradição de sustentabilidade no campo.

O debate entre o produtor tradicional e o produtor planejado ganha força em todo o Brasil, especialmente no Centro-Norte, onde margens apertadas exigem decisões mais precisas. Enquanto alguns ainda conduzem a fazenda “no olho”, outros tratam a propriedade como empresa rural, com planejamento, controle de custos e estratégia clara. A questão central é simples: quem resiste melhor às crises do agro, às oscilações de mercado e aos desafios climáticos atuais?
O produtor tradicional, a princípio, baseia suas decisões na experiência acumulada ao longo dos anos. Esse modelo foi responsável, acima de tudo, pela construção do agronegócio brasileiro. No entanto, por causa do aumento dos custos de produção, da volatilidade dos preços e da maior exigência do mercado, a gestão intuitiva passou a apresentar riscos evidentes. Muitas vezes, faltam indicadores claros, o que dificulta correções rápidas.
Ao mesmo tempo, o produtor planejado encara a fazenda como uma empresa rural. Com o propósito de garantir sustentabilidade econômica, ele utiliza planejamento financeiro, análise de dados, metas produtivas e acompanhamento constante dos resultados. Além disso, decisões deixam de ser emocionais e passam a ser estratégicas, assim como ocorre em outros setores da economia.
Ainda que a tradição tenha valor, a profissionalização da gestão se mostra decisiva. Como resultado, produtores planejados conseguem atravessar períodos de crise com maior previsibilidade e menor exposição ao risco. Em suma, não se trata de abandonar a experiência, mas de somá-la à gestão eficiente, a fim de fortalecer o setor produtivo.
Assim sendo, quem planeja sobrevive melhor no agro moderno. A tradição permanece relevante, porém, sem gestão, ela se torna insuficiente diante dos novos desafios do campo.
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FONTES
Embrapa / Cepea-Esalq/USP / IBGE
“Essas fontes foram utilizadas para garantir uma abordagem precisa e detalhada da matéria.
Jornalismo Ruralbook
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